O ambicioso projeto de Elon Musk de levar internet via satélite para todas as partes do planeta está gerando efeitos colaterais preocupantes. Segundo astrofísicos, os satélites da constelação Starlink, pertencentes à SpaceX, estão saindo de órbita e caindo na Terra com frequência cada vez maior, elevando os riscos para o meio ambiente e para a segurança humana.
Os satélites de Elon Musk da constelação Starlink estão deixando suas órbitas e caindo na Terra
Foto: Imagem gerada por IA/ND
De acordo com o pesquisador Jonathan McDowell, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (EUA), um a dois satélites Starlink reentram na atmosfera todos os dias. Com o atual ritmo de lançamentos, a tendência é que essa quantidade aumente significativamente nos próximos anos.
“O impacto é difícil de prever, mas existe a possibilidade de danos significativos se o volume continuar crescendo”, afirmou McDowell.
SpaceX já lançou mais de 8 mil satélites
Desde 2019, a SpaceX já colocou em órbita mais de 8 mil satélites, sendo 2 mil somente em 2025. O objetivo de Musk é atingir uma rede global de mais de 30 mil unidades operando em órbita baixa.
No entanto, essa expansão acentuada traz um novo desafio: o acúmulo de lixo espacial. O risco de colisões em cadeia, conhecido como Síndrome de Kessler, preocupa cientistas e agências espaciais ao redor do mundo.
Risco de impacto aumentou 61%
Um relatório da Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos prevê que cerca de 28 mil fragmentos de satélites devem cair na Terra por ano, o que representa um aumento de 61% no risco de atingirem pessoas ou construções.
Além disso, os especialistas apontam para impactos ambientais potenciais: durante a reentrada, a queima dos metais que compõem os satélites libera partículas que podem afetar a camada de ozônio e alterar a química da atmosfera superior.
Nem tudo se desintegra na reentrada
Embora os equipamentos da Starlink sejam projetados para se desintegrar antes de atingir o solo, pesquisadores afirmam que não há garantia total de que todo o material seja queimado na reentrada.
“Ainda existem incertezas sobre a quantidade de fragmentos que realmente se dispersa durante a queda”, alerta McDowell.
Enquanto isso, a SpaceX mantém seu cronograma de lançamentos e afirma que protocolos de segurança estão sendo aprimorados para reduzir riscos futuros.
Fonte: Harvard-Smithsonian / FAA / SpaceX / Portal ND
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