Trinta anos após sua morte, a história de Selena Quintanilla ganha uma nova perspectiva no documentário “Selena y Los Dinos”, que estreia na Netflix em 17 de novembro. O filme, que teve première no Festival de Sundance e emocionou o público, reúne vídeos caseiros inéditos, registros de shows e entrevistas atuais com familiares e ex-integrantes da banda da cantora.
Diferentemente das produções anteriores, como o longa de 1997 estrelado por Jennifer Lopez e a série de 2020 da Netflix, o documentário promete mostrar Selena em sua essência, através de suas próprias palavras e do olhar íntimo da família Quintanilla.
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A produção nasceu de um vasto acervo guardado por Suzette Quintanilla, irmã da artista, nas dependências da Q-Productions, em Corpus Christi, no Texas, Estados Unidos. “Eu sempre quis deixar algo mais pessoal do que o que o filme ou a série mostraram”, disse Suzette à Rolling Stone americana. “Este é um olhar íntimo sobre nós como família”, completou.
A direção de “Selena y Los Dinos” é da mexicana Isabel Castro, vencedora do Emmy e conhecida pelo documentário “Mija”, de 2022. Segundo ela, o projeto foi um enorme desafio pela responsabilidade de lidar com o material e encontrar uma nova forma de contar a trajetória da cantora. “No início, pensei: ‘por que contar essa história de novo?’. Mas, ao ver o arquivo e perceber que a família estava pronta para falar de maneira inédita, entendi que poderíamos fazer algo especial”, contou a diretora.
Isabel e sua equipe passaram dois anos examinando fitas VHS, DVDs e cassetes, além de transcrever todas as entrevistas concedidas pela artista. O material acompanha Selena desde suas primeiras apresentações até sua consagração como Rainha do Tejano. Entre as cenas, há momentos descontraídos com os irmãos, bastidores de viagens e registros de sua primeira assinatura de contrato com a EMI.
A diretora explicou que o foco do filme não é a morte trágica da cantora, mas sim sua vida e personalidade. “As pessoas ficam muito presas à história de como ela morreu, mas o que me interessava era entender quem ela foi — sua trajetória, sua alegria, sua determinação”, afirmou.
O documentário também traz depoimentos inéditos da mãe de Selena, Marcella, que concedeu sua primeira entrevista em quase 30 anos, e do viúvo Chris Pérez, que relembra o relacionamento e o amor do casal.
Para Isabel, o documentário é uma oportunidade de apresentar Selena a uma nova geração. “O objetivo, desde o início, foi ouvir Selena. Quero que o público sinta o que ela vivia, que se conecte com ela e com sua família em um nível emocional e íntimo”, explicou.



