O Fórum Empresarial do Acre realizou, na última segunda-feira (27), o Workshop Regularização Ambiental em Foco para apresentação da plataforma Selo Verde, uma ferramenta digital que promete revolucionar o monitoramento e a regularização ambiental de propriedades rurais no Brasil. O evento ocorreu no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac), em Rio Branco, e reuniu autoridades, produtores e representantes do setor produtivo.
Desenvolvido pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Selo Verde é uma plataforma pública, gratuita e totalmente digital que unifica a base de dados oficiais, com informações ambientais, fundiárias e imagens de satélite. O objetivo é garantir transparência, rastreabilidade e conformidade com o Código Florestal.
Durante o evento, os participantes acompanharam palestras técnicas, a apresentação detalhada da plataforma e de seus dados integrados, além de uma mesa-redonda com representantes do poder público, pesquisadores e líderes do setor produtivo. O encontro permitiu a troca de experiências e o debate sobre os desafios e as oportunidades da regularização ambiental no Acre.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente do Acre, Leonardo Carvalho, a inovação vai permitir que qualquer produtor rural verifique se sua propriedade está em conformidade com a legislação.
“A plataforma pega diversas bases de dados do CAR, do IBAMA, do IMAC e de outros órgãos, e dá transparência para a população. O produtor poderá acessar gratuitamente o site da Sema e verificar se há algum passivo ambiental. Se estiver tudo certo, ele poderá emitir uma certidão de conformidade”, explicou. “Ela veio para democratizar o acesso à informação e incentivar a regularização ambiental no estado”, completou.
O diretor do Centro de Inteligência Territorial (CIT) e pesquisador da UFMG, Felipe Nunes, destacou que o Acre passa a integrar um grupo de estados que já utilizam a tecnologia.
“A plataforma já está implementada no Pará, Minas Gerais e Espírito Santo, e agora chega ao Acre. O objetivo é integrar dados públicos, estaduais e federais, combinando ciência, tecnologia e mapeamentos de alta resolução. Essa integração dá mais transparência e fortalece as políticas públicas ambientais”, afirmou.
O presidente do Fórum Empresarial e da Faeac, Assuero Veronez, destacou que o Selo Verde traz agilidade e segurança ao processo de regularização, dando celeridade ao cumprimento de processos burocráticos e destravando negociações.
Assuero destacou que o Selo Verde traz agilidade e segurança ao processo de regularização/Foto: Ascom
“Isso é essencial porque os bancos e frigoríficos têm exigido cada vez mais a comprovação de que as propriedades estão em conformidade com a legislação”, disse.
“Precisamos divulgar e estimular o uso da ferramenta para que mais produtores procurem se regularizar”, completou.
O deputado federal e presidente da Fieac, Zé Adriano, ressaltou o impacto positivo da plataforma no acesso ao crédito.
“Todo mundo sabe que, para ter acesso a recursos, é essencial estar com a documentação em dia. Essa plataforma reúne todas as informações e entrega uma espécie de certidão, o que facilita muito a análise de crédito pelos bancos e técnicos”, afirmou.
O evento contou ainda com o apoio do Sebrae/AC, Fieac, Faeac, UFMG e do Centro de Inteligência Territorial (CIT).
Com o lançamento, o Acre dá mais um passo rumo à modernização da gestão ambiental e à transparência na produção agropecuária. Ao democratizar o acesso à informação e facilitar a regularização das propriedades rurais, a plataforma Selo Verde representa um avanço concreto para a sustentabilidade e consolida o estado como referência nacional em inovação ambiental.
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