Setembro tem maior volume de chuvas da década em Rio Branco e ajuda a aliviar estiagem

A série histórica mostra que os meses de setembro com maior volume de chuvas na última década foram 2016 (149,4 mm), 2017 (140,4 mm) e 2019 (111 mm)

Rio Branco registrou 90,8 milímetros de chuva acumulados em setembro, o que representa 97,8% do volume esperado para o mês, segundo dados da Defesa Civil municipal. O índice é o quarto maior para o período nos últimos dez anos e o mais elevado desta década na capital acreana.

As chuvas de setembro tem os maiores níveis nesta década/Foto: ContilNet

Apesar do bom resultado, o volume ficou levemente abaixo da estimativa inicial de 92,7 mm. Ainda assim, o acumulado contribuiu para amenizar o cenário de estiagem que marcou o ano, agravado pela baixa ocorrência de chuvas em meses anteriores.

A comparação com 2024 evidencia a melhora. No ano passado, a capital enfrentou uma intensa nuvem de fumaça e chegou a registrar qualidade do ar em nível “perigoso”. Naquele setembro, choveu apenas 32,1 mm, praticamente um terço do observado neste ano. As informações foram divulgadas pelo g1 Acre.

A série histórica mostra que os meses de setembro com maior volume de chuvas na última década foram 2016 (149,4 mm), 2017 (140,4 mm) e 2019 (111 mm). Já os menores acumulados ocorreram em 2021 (50,7 mm), 2023 (48,3 mm) e 2024 (32,1 mm).

O aumento da precipitação também refletiu no nível do Rio Acre, que começou setembro com 1,48 metro e terminou o mês em 1,70 metro. Embora tenha encerrado abaixo da média histórica, o manancial voltou a ultrapassar os 2 metros após mais de 80 dias em baixa.

De acordo com o professor e pesquisador de geografia Anderson Mesquita, da Universidade Federal do Acre (Ufac), o fenômeno climático La Niña é a principal explicação para o comportamento das chuvas neste ano. “O fenômeno La Niña faz chover mais que o normal na Amazônia e com isso, pode ser ocasionado uma série de transtornos, como o excesso de chuva que já gerou várias inundações”, explicou em entrevista ao g1 Acre.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) aponta que há cerca de 60% de probabilidade de o La Niña se consolidar até o fim de 2025. A agência, no entanto, alerta que, apesar dos efeitos pontuais do fenômeno, o aquecimento global segue sendo um fator determinante para mudanças climáticas de longo prazo.

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