Caso se confirme a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), o Acre continuará como um dos seis estados brasileiros que nunca tiveram um ministro na mais alta instância do Judiciário. Desde sua criação, em 1829, o STF jamais teve representantes nascidos no Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, Tocantins ou no Distrito Federal.
O STF segue sem representantes do Acre/Foto: Reprodução
A possível nomeação de Messias, natural do Recife (PE), reforçaria a presença de ministros oriundos do Nordeste, região que voltaria a ter três membros na corte de forma simultânea, algo que não ocorre há 36 anos. Messias se somaria a Flávio Dino, do Maranhão, e Kassio Nunes Marques, do Piauí.
Mesmo assim, o cenário evidencia o desequilíbrio histórico na distribuição regional de cadeiras no Supremo. Desde a redemocratização, em 1985, 18 dos 31 ministros nomeados nasceram no Sudeste. O Nordeste aparece com cinco, o Sul com seis, o Centro-Oeste com um e o Norte também com apenas um, o paraense Menezes Direito, que integrou o tribunal entre 2007 e 2009.
A ausência de representantes do Norte na corte já dura 16 anos, desde a morte de Menezes Direito. Para o Acre, a exclusão é ainda mais ampla: o estado nunca teve um ministro indicado em toda a história republicana.
