A Polícia Civil de São Paulo investiga uma série de mortes por envenenamento atribuídas à estudante de Direito Ana Paula Veloso Fernandes, de 36 anos, e sua irmã gêmea, Roberta Cristina Veloso Fernandes. Segundo as autoridades, a dupla é suspeita de participar da morte de pelo menos quatro pessoas com o uso de comidas e bebidas misturadas com chumbinho, um veneno ilegal usado para matar ratos.
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De acordo com denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), obtida pelo Metrópoles, Ana Paula utilizava alimentos cotidianos — como bolo, milk-shake, feijoada e quitutes de boteco — para disfarçar o envenenamento. O documento descreve a estudante como uma mulher fria, calculista e movida por interesse financeiro e pessoal.
🕯️ Quatro vítimas e o mesmo método letal
As investigações apontam que as mortes seguiram um mesmo padrão: as vítimas eram atraídas por confiança ou amizade, recebiam alimentos preparados por Ana Paula e morriam horas depois por intoxicação aguda.
Entre as vítimas estão Marcelo Hari Fonseca, Maria Aparecida Rodrigues, Hayder Mhazres e Neil Corrêa da Silva — casos registrados em Guarulhos, São Paulo capital e Duque de Caxias (RJ).
👉 Confira os principais casos:
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Maria Aparecida Rodrigues, amiga de Ana Paula, morreu após consumir café e bolo oferecidos pela acusada em abril. O laudo confirmou veneno de rato no corpo da vítima.
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Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, foi morto após comer uma feijoada envenenada. A filha dele, Michele Paiva da Silva, teria pago R$ 4 mil a Ana Paula para executar o crime.
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Hayder Mhazres, de 21 anos, cidadão tunisiano, teria sido morto após tomar um milk-shake manipulado pela estudante. Após o crime, Ana tentou se passar por companheira da vítima para reivindicar herança.
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Marcelo Hari Fonseca, vizinho da acusada, teria sido a primeira vítima. Ele morreu em janeiro de 2025, após comer um bolinho frito com chumbinho, preparado por Ana Paula.
As vítimas da serial killer Ana Paula Veloso
💬 “TCC” era código para assassinatos
Durante interceptações telefônicas, a polícia descobriu que as irmãs se referiam aos assassinatos como “TCC” (Trabalho de Conclusão de Curso), em tom de ironia acadêmica.
Segundo os investigadores, Roberta orientava a irmã sobre como agir, sugerindo o uso de dinheiro vivo, definindo valores a partir de R$ 4 mil e ajudando a apagar vestígios — inclusive queimando um sofá onde uma vítima morreu.
O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, ao aceitar a denúncia, classificou Ana Paula como “serial killer”, destacando a premeditação e a frieza com que os crimes foram executados.
⚖️ Prisão e defesa
As irmãs estão presas preventivamente e respondem por quatro homicídios qualificados, além de associação criminosa e ocultação de provas.
A defesa, representada pelo advogado Almir da Silva Sobral, afirma que “qualquer conclusão antecipada viola o princípio da presunção de inocência” e sustenta que “a verdade real será revelada ao final da apuração”.
Fonte: Metrópoles / Polícia Civil de SP / MPSP
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