O número de mortos após o terremoto de magnitude 6,9 que atingiu a região central das Filipinas subiu para 69 nesta quarta-feira (1°), informou a Defesa Civil local. Equipes de resgate continuam trabalhando para localizar sobreviventes em meio a prédios danificados e áreas sem energia elétrica.
O tremor aconteceu na noite de terça-feira (30), horário local, na costa da ilha de Cebu, e foi um dos mais fortes registrados no país na última década. A profundidade foi estimada em cerca de 10 km, e vários tremores secundários, incluindo um de magnitude 6, foram registrados. Não houve alerta de tsunami.
Equipes de resgate procuram sobreviventes em prédios desabados/Foto: Reprodução
Hospitais próximos ao epicentro, como o de Bogo, estão sobrecarregados com o atendimento a feridos. Para ajudar na situação, a guarda costeira enviou navios com médicos, enfermeiros e profissionais de saúde, enquanto o presidente Ferdinand Marcos Jr. garantiu assistência rápida e acompanha as operações de socorro.
Em San Remigio, próximo a Bogo, muitas casas desabaram e parte das vítimas foram encontradas em um complexo esportivo que desmoronou parcialmente durante uma partida de basquete. A vice-prefeita Alfie Reynes solicitou comida, água e equipamentos pesados para auxiliar os esforços de resgate.
O terremoto também afetou serviços essenciais: houve cortes de energia e danos a linhas de abastecimento de água. Moradores relataram correria e pânico enquanto prédios, incluindo igrejas centenárias, desabavam. Apesar disso, o Aeroporto Internacional Mactan-Cebu permaneceu em funcionamento.
As Filipinas estão localizadas no Círculo de Fogo do Pacífico, região com alta atividade sísmica e vulcânica. Em 2023, um tremor de magnitude 6,7 no litoral matou oito pessoas, mostrando a vulnerabilidade da região a desastres naturais.
A agência sismológica Phivolcs informou que cerca de 800 tremores secundários já foram registrados e alertou a população para novos abalos nos próximos dias, embora a intensidade deva diminuir gradualmente.
