Três são presos por esquema que oferecia pagamento de R$ 50 por sangue de gatos

Estudante de veterinária e auxiliares realizavam procedimentos sem supervisão

Três pessoas foram presas em Monte Alto, interior de São Paulo, por suspeita de integrar um esquema que vendia sangue de gatos para uma suposta clínica veterinária. O grupo oferecia R$ 50 por cada gato, segundo informações da prefeitura local.

O caso veio à tona após uma publicação em redes sociais, na qual uma pessoa se oferecia para pagar pelo sangue dos animais. O texto dizia: “Meus queridos irmãos e irmãs, vocês que têm gatos, tem alguém que paga ‘pra’ tirar sangue. Se vocês estão interessados em ganhar dinheiro, só me avisar”. A denúncia foi feita à Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente.

Estudante de veterinária e auxiliares realizavam procedimentos sem supervisão/Foto: Reprodução

Segundo a prefeitura, a autora da publicação afirmou que trabalhava para uma clínica veterinária de São José do Rio Preto, que usaria o sangue para transfusões. Uma equipe da Guarda Municipal, acompanhada de uma veterinária da prefeitura e da Polícia Científica, foi até o local indicado pelo suspeito.

No endereço, foram encontrados três indivíduos paramentados com luvas e trajes veterinários, além da dona do imóvel e da mulher que seria responsável pelo contato com a clínica. A veterinária responsável pelo atendimento relatou que “tudo indica que os gatos eram anestesiados com uma dose altíssima de medicamento, sem levar em conta o peso deles”.

Ela acrescentou que não havia balança, equipamentos adequados ou veterinário responsável no local. Durante a vistoria, um dos gatos despertou e tentou escapar, ainda desorientado e abatido, conforme a prefeitura. De acordo com a investigação, um dos suspeitos se identificou como estudante de veterinária, enquanto os outros dois atuavam como auxiliares. Os pagamentos variavam: R$ 300 para o estudante e R$ 100 para os auxiliares.

A dona do imóvel afirmou que havia cedido o local “para ajudar os animais”, e a autora da publicação declarou não saber que se tratava de uma prática irregular. O estudante de veterinária, a dona da casa e a responsável pelo contato com a clínica foram presos. Após audiência de custódia, apenas o estudante permaneceu detido preventivamente, informou a prefeitura.

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