Um vídeo que circula nas redes sociais registra o momento em que a atual esposa de um homem preso por falta de pagamento de pensão vai até a porta da ex-companheira e implora para que ela retire a queixa, com o objetivo de agilizar a soltura do marido. Nas imagens, a tensão e a disputa entre as mulheres ficam evidentes, enquanto o homem permanece preso em razão da ação por pensão alimentícia.
A gravação mostra a atual, em tom suplicante, pedindo que a outra mulher vá ao fórum para “soltar” o parceiro. Em trecho do diálogo registrado, a atual diz: “Eu vim pedir. Por favor, pelo amor de Jesus Cristo, pra você lá no fórum. A gente vai agora lá. Tá. A gente vai lá pra soltar ele, mulher. Vigar ao juiz. Aí eu vou alegar ao juiz que ele já pagou a pensão.”
A ex-companheira, no entanto, resiste e rebate, lembrando que os atrasos na pensão teriam se estendido por meses: “Foi. Seis meses atrasado… Tá, aí vocês não deram a pensão.”

Gravação revela discussão intensa em frente à casa da mulher que moveu ação de pensão/Foto: Reprodução
Ao longo do vídeo, surgem acusações e justificativas sobre desemprego e ausência de diálogo entre as partes. Em um trecho, a atual afirma que age “por conta dos meus filhos”, enquanto a ex responde: “Eu penso no meu filho agora… O problema é seu. Você não é nem pra fazer isso.”
As cenas expõem um conflito que mistura questões emocionais e legais: de um lado, a tentativa de liberação do detido; do outro, a cobrança pelos pagamentos não realizados e a proteção dos direitos da criança. A prisão por falta de pagamento de pensão alimentícia decorre de medidas previstas na legislação e costuma ocorrer quando a dívida persiste mesmo após tentativas de cobrança judicial.
O vídeo provocou comentários polarizados nas redes sociais, com reações que vão da solidariedade à vítima da falta de pagamento à crítica à tentativa de interferência para anular o processo.
Não há, no vídeo, informações sobre desfecho imediato do caso — se houve acordo, se a queixa foi retirada ou se foram tomadas providências adicionais pelas autoridades competentes. Para apuração completa, seria necessário contato com o fórum responsável e com a Polícia ou Ministério Público, que conduzem ações relacionadas a pensão alimentícia.
Veja o vídeo:
