A Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prendeu nesta terça-feira (7) D. C. de C., conhecido como “Salomão”, apontado como líder de uma organização criminosa com atuação no Conjunto Habitacional Cidade do Povo e adjacências, em Rio Branco. A prisão aconteceu durante a operação “Redentor” e foi registrada em vídeo, que mostra o momento em que o suspeito é detido pelos agentes.
O líder de facção foi preso junto de um monitorado que o abrigava/Foto: Reprodução
De acordo com o delegado Alcino Júnior, titular da DHPP, a operação foi resultado de uma investigação que buscava coibir práticas de coação em processos de homicídio que tramitam na Vara do Júri. “Essa operação é resultado de uma investigação que objetivava primeiro fazer cessar uma coação no curso do processo, perpetrada por um cidadão de apelido Salomão. Ele substituiu a liderança da organização criminosa que atuava na Cidade do Povo e, a partir daí, passou a exercer extorsões em comércios e residências, expulsar moradores e vender imóveis para financiar a facção”, afirmou.
Durante o cumprimento de três mandados de busca na Cidade do Povo e um no bairro 15, além do mandado de prisão preventiva contra “Salomão”, os policiais também prenderam em flagrante R. de A. Lima, monitorado que dava abrigo ao líder criminoso. No local foi apreendida uma metralhadora calibre 9mm equipada com dois carregadores, mira laser e telefones celulares.
Segundo a Polícia Civil, a arma se destaca pelo ineditismo: foi produzida com tecnologia de impressora 3D, podendo ser adaptada com silenciador e luneta. “É uma apreensão de grande relevância, porque demonstra o poderio bélico da organização criminosa”, destacou o delegado.
As investigações apontam que, após a prisão de “Nenem” no primeiro semestre de 2025, “Salomão” assumiu o comando da facção na Cidade do Povo, coordenando crimes de extorsão, expulsão de famílias e homicídios. Diversas ocorrências registraram que moradores foram obrigados a deixar suas casas, e em casos de resistência, os imóveis eram incendiados. Muitas vítimas só prestaram depoimento depois de sair do estado por medo de represálias.
“Foi uma prisão importante porque retira essa liderança que protagoniza diversos crimes com um viés miliciano, trazendo um alento à população daquela área”, concluiu o delegado Alcino Júnior.
A Polícia Civil informou que seguirá com as investigações para identificar e prender outros integrantes do grupo criminoso.
