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“A Natureza das Coisas Invisíveis” coleciona prêmios pelo mundo

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“A Natureza das Coisas Invisíveis” coleciona prêmios pelo mundo

O cinema brasileiro é famoso pelas obras que ganham destaque tanto no circuito interno quanto internacional e, em 27 de novembro, chega às telonas mais um representante de peso: “A Natureza das Coisas Invisíveis”.

Primeiro longa da diretora brasiliense Rafaela Camelo, ele ocupará as salas por meio da Sessão Vitrine Petrobras, projeto dedicado à distribuição de obras independentes brasileiras.

Antes disso, a obra foi uma das selecionadas para a 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O longa teve a primeira exibição em 27 de outubro, no Reserva Cultural, em São Paulo.

Reconhecido por onde passa, o filme já acumula uma extensa lista de prêmios nacionais e internacionais.

Os reconhecimentos mais recentes vieram na 33ª edição do Festival Mix Brasil (2025), em que conquistou o Coelho de Ouro de Melhor Longa-Metragem Brasileiro, principal honraria do evento, e o Coelho de Prata de Melhor Interpretação, concedido a Laura Brandão e Serena pelo trabalho conjunto.

A trajetória de premiações inclui ainda Melhor Filme – Júri Infantil no 43º Festival Internacional de Cinema do Uruguai; Menção Especial do Júri na Competição Ibero-Americana do 51º Seattle International Film Festival (SIFF); e o prêmio Outstanding First Feature no Frameline49, em São Francisco.

Além deles, no 53º Festival de Cinema de Gramado, foram três troféus: Prêmio Especial do Júri, Melhor Atriz Coadjuvante (Aline Marta Maia) e Melhor Trilha Sonora (Alekos Vuskovic).

O longa também conquistou Melhor Roteiro e o Prêmio Sundance TV de Melhor Ópera Prima no 9º Santander International Film Festival.

Prêmio do Júri Jovem de Melhor Longa-Metragem no Everybody’s Perfect Geneva 2025, o Best Achievement Award de Direção de Elenco no 19º Bravo Film Festival, além de dois reconhecimentos na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo: o Prêmio da Crítica | Melhor Filme Brasileiro e o Prisma Queer | Melhor Filme Brasileiro, foram outras premiações que o filme conquistou.

A lista inclui também uma Menção Especial no Teen Screen Competition do 54th Molodist Kyiv International Film Festival; Melhor Filme no Queer Porto International Queer Film Festival; o Prêmio do Público no Latino Film Festival in Saarbrücke; entre outros destaques ao redor do mundo.

A obra passou também pela seção Generation Kplus do Festival de Berlim, em 2025, reforçando a circulação internacional.

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Equipe de “A Natureza das Coisas Invisíveis” no 53º Festival de Cinema de Gramado

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Aline Marta Maria levou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante

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Alekos Vuskovic recebe o prêmio de Melhor Trilha Musical, ao lado de Rafaela Camelo

Cleiton Thiele/Ag.Pressphoto

Amadurecimento

Com delicadeza, Rafaela constrói um drama de amadurecimento sobre amizade, despedidas e descobertas. A história acompanha Glória (Laura Brandão) e Sofia (Serena), duas meninas de 10 anos que se conhecem durante as férias de verão em um hospital.

Glória está ali acompanhando a mãe, Antônia, interpretada pela atriz brasiliense Larissa Mauro, que também assinou a preparação do elenco infantil do filme Chico Bento.

Já Sofia enfrenta a piora da saúde da bisavó, vivida por Aline Marta Maia, premiada em Gramado, e conta com a presença da mãe, Simone, interpretada por Camila Márdila.

Unidas pelo desejo de escapar daquele ambiente, as meninas embarcam em uma jornada que toca temas como vida, morte e transformações pessoais — sentimentos que os adultos ao redor nem sempre sabem traduzir.

A diretora conta que o filme nasceu de perguntas que a acompanharam na infância. “Lembro de sentir muita curiosidade sobre a morte e, ao mesmo tempo, achar estranho ter esse interesse. Eram perguntas que eu não tinha a liberdade de fazer.”

Esse olhar infantil molda a narrativa, dividida em duas partes — o hospital e um refúgio no interior de Goiás — criando o que Rafaela descreve como “uma metáfora estrutural, onde um filme precisa morrer para outro nascer”.

Um dos fios mais sensíveis da trama é a jornada de Sofia, cuja relação com a própria identidade de gênero é tratada com sutileza.

Segundo a diretora, o luto vivido pela personagem representa uma despedida simbólica de uma identidade que já não existe mais. A cineasta explica que buscou apresentá-la como qualquer criança, cheia de desejos, medos e curiosidades, antes de qualquer rótulo.

A aclamação internacional, segundo Rafaela, reforça a força universal da história. “Mesmo com elementos muito brasileiros, o filme se comunica com públicos muito diferentes. Falar sobre a morte a partir da beleza de estar vivo parece tocar profundamente as pessoas.”

Coprodução entre Brasil e Chile, o longa tem produção da Moveo Filmes, Pinda Producciones e Apoteótica Cinematográfica, com distribuição da Vitrine Filmes no Brasil e da The Open Reel no circuito internacional.

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