O Acre chegou à COP30, em Belém (PA), com uma boa notícia para o mundo: o desmatamento no estado caiu quase 28% em 2025. O resultado foi apresentado nesta sexta-feira (14) em um painel que mostrou como o plano estadual de combate ao desmatamento tem dado certo e até antecipado metas que só eram esperadas para 2027.
O painel aconteceu no estande do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, na área conhecida como Zona Verde, onde temas ambientais são discutidos entre pesquisadores, gestores e representantes governamentais. A apresentação do Acre destacou o PPCDQ-AC, plano responsável por organizar ações contra o desmatamento e as queimadas no estado.
Acre apresentou painel sobre o o plano de combate ao desmatamento na COP30, nesta sexta-feira. Foto: PedroDevani/Secom
O secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, explicou que o Acre conseguiu atingir, em 2025, metas que só estavam previstas para daqui a dois anos.
Segundo ele, essa conquista veio por causa de uma ação conjunta entre vários órgãos do governo:
“A redução de quase 28% mostra que estamos no caminho certo. Estamos entregando resultados reais aqui na COP30, e isso é fruto de planejamento e trabalho firme. O Acre não pode voltar a viver situações de fumaça intensa e problemas respiratórios como no ano passado”, afirmou.
Os números são monitorados pelo Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), que utiliza dados do Inpe para observar em tempo real o avanço ou redução do desmatamento. Com a queda de 27,62%, o estado superou as metas de 2023, 2024 e 2025, todas antecipadas em relação ao calendário original.
Acre apresentou redução nos alertas de desmatamento. Foto: Alexandre Cruz-Noronha/Sema
Como o plano funciona
A apresentação explicou que o PPCDQ-AC segue a mesma lógica do plano nacional de combate ao desmatamento (PPCDAm), usado pelo governo federal. O objetivo é simples e direto:
- reduzir o desmatamento,
- evitar queimadas e incêndios florestais,
- proteger a biodiversidade,
- e garantir um ambiente saudável para a população acreana.
O coordenador de Comando e Controle Ambiental, Quelyson Souza, reforçou o papel do Cigma nesse processo:
“O Cigma cruza dados de desmatamento, focos de calor e vários outros indicadores. Isso permite que o estado tome decisões rápidas e eficientes. Nossa meta é reduzir 50% do desmatamento até 2027, com redução de 10% ao ano.”
A equipe que participou do painel reuniu representantes da Sema, do Ministério do Meio Ambiente, do Programa REM e pesquisadoras especializadas na Amazônia. Com dados claros e metas bem definidas, o Acre busca mostrar ao mundo que políticas locais podem ter grande impacto global.
