O Acre vem se destacando no cenário da segurança patrimonial entre os estados da Região Norte. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Centro de Lideranças Públicas (CLP), o estado ocupa a 13ª posição nacional, com 303,1 ocorrências de roubo por 100 mil habitantes.
levantamento mostra que a criminalidade no Brasil vem se transformando | Foto: Reprodução
O número, embora ainda preocupante, coloca o Acre à frente de vizinhos como Amazonas, Rondônia e Amapá, que registram alguns dos piores indicadores do país. O Amazonas, por exemplo, aparece em 27º lugar, com 721 casos por 100 mil habitantes, enquanto Rondônia soma 690,5 e o Amapá 673,5.
Na outra ponta, Roraima e Tocantins aparecem em situação mais favorável: o primeiro ocupa o 12º lugar, com 250,7 casos, e o segundo desponta como destaque nacional, na 3ª posição, com 101,8 registros — um contraste expressivo dentro da própria região.
O levantamento mostra que a criminalidade no Brasil vem se transformando. Especialistas apontam que a pandemia acelerou mudanças no comportamento dos criminosos, com o aumento de fraudes e golpes virtuais, o que influencia diretamente a forma como a população percebe a segurança.
O índice apresentado leva em consideração diferentes tipos de roubo, desde os cometidos em vias públicas até os ocorridos em residências, comércios, instituições financeiras e cargas, conforme o artigo 157 do Código Penal.
Com uma taxa abaixo da média da região, o Acre se mantém em posição intermediária no ranking nacional, um sinal de que, apesar dos desafios, há avanços na estratégia de enfrentamento à criminalidade patrimonial no estado.
