Acre tem um dos maiores custos de autoescola do país; curso representa 84,5% da CNH

Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os únicos com porcentagem maior do que o Acre

O custo do curso de formação de condutores no Acre representa 84,5% do valor total para tirar a CNH, segundo dados apresentados pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, em reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e líderes partidários na quinta-feira (30). A informação coloca o estado entre os que têm maior peso do curso de autoescola no custo final da habilitação no país.

O custo é o terceiro mais alto do pais/Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

No Acre, o valor da CNH inclui não apenas o curso de formação de condutores, mas também taxas cobradas pelo Detran e exames médico e psicológico. A participação da autoescola representa, portanto, a maior parte do investimento necessário para obter a carteira de motorista, superando outros custos relacionados ao processo de habilitação.

O ministro Renan Filho apresentou a proposta de acabar com a obrigatoriedade da autoescola para a emissão da CNH, medida que depende de uma resolução do Contran e deve ser implementada em novembro. O objetivo, segundo o governo, é reduzir o custo e simplificar o processo para obtenção da carteira de motorista.

Entre os estados brasileiros, Santa Catarina lidera com 87,3% do custo da CNH representado pelo curso, seguida pelo Rio Grande do Sul (86,2%) e pelo Acre (84,5%). Estados como Paraíba (61,7%), Rondônia (63,9%) e Espírito Santo (64,8%) registram os menores percentuais.

Renan Filho destacou durante a reunião que a medida busca tornar o acesso à habilitação mais acessível, reduzindo barreiras econômicas para os candidatos. O presidente da Câmara, Hugo Motta, classificou a proposta como uma “discussão necessária”.

Confira a relação de estados x peso da autoescola na CNH

  • Santa Catarina – 87,3%
  • Rio Grande do Sul – 86,2%
  • Acre – 84,5%
  • Bahia – 84,2%
  • Pernambuco – 84,0%
  • Tocantins – 83,3%
  • Goiás – 83,2%
  • Rio Grande do Norte – 81,6%
  • Mato Grosso – 80,0%
  • Distrito Federal – 79,4%
  • Mato Grosso do Sul – 78,7%
  • Ceará – 78,5%
  • Amazonas – 77,8%
  • Minas Gerais – 77,7%
  • Paraná – 76,4%
  • Maranhão – 75,9%
  • Rio de Janeiro – 75,8%
  • Piauí – 74,5%
  • São Paulo – 74,2%
  • Roraima – 71,7%
  • Sergipe – 68,8%
  • Amapá – 66,8%
  • Pará – 65,8%
  • Alagoas – 65,2%
  • Espírito Santo – 64,8%
  • Rondônia – 63,9%
  • Paraíba – 61,7%
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