Durante o auge do relacionamento com Ayrton Senna, Adriane Galisteu enfrentava uma dura realidade longe dos holofotes. Na nova minissérie documental Meu Ayrton, Por Adriane Galisteu, lançada nesta quinta-feira (6/11) na HBO Max, a apresentadora revela detalhes inéditos sobre o irmão, Beto Galisteu, que lutava contra o vício em drogas e chegou a se envolver com o tráfico.

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Segundo Adriane, na época em que era reconhecida mundialmente como a “primeira-dama da Fórmula 1”, ela ocultava a situação familiar para proteger a mãe e o irmão. “Eu mentia muito. Mentia descaradamente. Porque depois que fui descoberta como namorada do Ayrton, tinha sempre um paparazzi pendurado”, contou à produção.
Durante entrevistas após a morte do piloto, Galisteu chegou a afirmar que o irmão estudava biologia — uma forma de encobrir os delitos cometidos por ele na Lapa (RJ), onde viviam. Ela também revelou que, apesar de esconder a situação da imprensa, fez questão de contar tudo a Ayrton, que insistiu em conhecer sua família. “Foi muito emblemático, porque de fato ele estava conhecendo quem eu era”, relembra.
Beto Galisteu morreu em 1996, dois anos após o falecimento de Senna, vítima de AIDS. Segundo Adriane, ele foi contaminado após compartilhar seringas com outros usuários de drogas. “Eu só passo a encarar a verdade depois da morte do meu irmão. Foram dois anos de imprensa me cutucando de todos os lados”, desabafa.
A minissérie de dois episódios traz ainda depoimentos de pessoas próximas a Senna que nunca haviam falado publicamente. Galisteu afirma que o projeto é um tributo e não uma resposta a críticas: “Quem gosta dele precisa ter acesso a isso. É o Ayrton fora das pistas, o homem que pouca gente conheceu.”
Fonte: Metrópoles / HBO Max
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