A advogada Mariana de Oliveira Silva, presa após ser flagrada com entorpecentes dentro da bolsa e do sutiã ao tentar entrar no Complexo Prisional de Rio Branco, foi solta durante audiência de custódia nesta terça-feira (11). O flagrante aconteceu na segunda (10), quando servidores identificaram o comportamento suspeito da profissional durante revista.
Segundo informações do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), Mariana alegou sofrer de Transtorno de Personalidade Borderline e depressão, o que levou o juiz a conceder liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares e tratamento psicológico. A decisão levou em conta também o parecer favorável do Ministério Público do Acre (MP-AC).
Advogada é presa ao tentar entrar com mais de 800 g de drogas no presídio de Rio Branco/Foto: Reprodução
Entre as medidas impostas, estão a proibição de entrada em unidades prisionais, a obrigação de manter endereço atualizado, participar de palestras e grupos reflexivos na Central Integrada de Alternativas Penais (CIAP) e a inserção no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD III).
RELEMBRE O CASO: Advogada é presa ao tentar entrar com mais de 800 g de drogas no presídio de Rio Branco
A advogada já ocupou cargos de confiança no Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Ela atuou no gabinete da Presidência durante as gestões das desembargadoras Waldirene Cordeiro (2021–2023) e Regina Ferrari (2023–2025), chegando a exercer a função de chefe de gabinete em algumas ocasiões.
Formada em Direito e com especialização em Direito Penal, Mariana recebeu a carteira da OAB/AC em abril deste ano. Segundo a Polícia Penal, a advogada tentou ingressar no presídio com drogas escondidas na bolsa e no sutiã, sendo flagrada durante revista. A OAB/AC informou que acompanha o caso e que, além do processo criminal, a profissional poderá responder a um processo disciplinar interno, conforme o Estatuto da Advocacia.
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Mariana é filha de Pedro Oliveira, ex-presidente da Cohab, e prima do senador Sérgio Petecão. O caso está sob investigação da Polícia Civil, que deve encaminhar o inquérito à Justiça para decisão sobre a manutenção da prisão e os possíveis desdobramentos administrativos e judiciais.

