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Ave migratória rara, do Hemisfério Norte, é registrada no Horto Florestal de Rio Branco

Por Redação ContilNet

Uma ave de plumagem vermelha chamou atenção de observadores no início de novembro ao ser registrada no Horto Florestal de Rio Branco. O animal foi identificado como sanhaço-vermelho (Piranga rubra), espécie migratória que deixa o hemisfério Norte todos os anos para permanecer na Amazônia entre outubro e março.

O sanhaço-vermelho pode ser confundido com o sanhaço-de-fogo, espécie comum no Brasil, mas a coloração mais intensa do macho e detalhes em preto nas asas facilitam a identificação. Apesar de já ser conhecido na região amazônica, seus registros na plataforma WikiAves são poucos e distribuídos por alguns municípios do Amazonas, Roraima, Pará, Mato Grosso, Ceará, Rondônia e Acre.

O Sanhaço-vermelho visita região amazônica entre os meses de outubro a março | Foto: Ricardo Plácido

O biólogo Ricardo Plácido, que fotografou o animal, explicou que a observação surpreendeu por ter ocorrido em um local movimentado. Segundo ele, a presença humana no Horto Florestal dificultava a expectativa de encontrar a ave. Em 2024, outro indivíduo, de coloração amarela, também foi visto por observadores de Rio Branco.

Plácido explica que a espécie migra todos os anos para escapar do inverno rigoroso do hemisfério Norte. No Brasil, as aves encontram clima mais ameno e maior disponibilidade de alimento, o que favorece sua permanência durante alguns meses.

O biólogo destaca que esse período corresponde à chamada “temporada neártica”, marcada pela chegada de diversas espécies que buscam melhores condições climáticas na América do Sul.

Elas utilizam a região amazônica para alimentação e descanso antes do retorno ao Norte. O monitoramento também revela expansão da distribuição da espécie, agora confirmada em diferentes regiões do Acre.

Além do sanhaço-vermelho, outras aves migratórias podem ser avistadas nesta época do ano, como piuís, juruviaras, sanhaço-escarlate, bem-te-vi-barriga-sulfúrea e diferentes espécies de mariquitas, incluindo a mariquita-do-canadá, registrada recentemente no sul do Amazonas.

Com informações Terra da Gente

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