Num dia de alĂvio no mercado domĂ©stico e externo, a bolsa de valores voltou a subir e atingiu inĂ©ditos 153 mil pontos. O dĂłlar devolveu a alta da terça-feira (4) e distanciou-se da barreira de R$ 5,40.

O Ăndice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (5) aos 153.294 pontos, com alta de 1,72%, o oitavo recorde consecutivo. Essa foi a 11ÂȘ alta seguida da bolsa brasileira, igualando a sequĂȘncia de julho de 2024.
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O cĂąmbio tambĂ©m teve um dia de alĂvio. ApĂłs encostar em R$ 5,40 na terça, o dĂłlar comercial fechou a quarta vendido a R$ 5,361, com recuo de R$ 0,038 (-0,7%). A cotação chegou a iniciar o dia em leve alta, mas despencou ainda durante a manhĂŁ. Na mĂnima do dia, por volta das 13h15, chegou a R$ 5,35.
A moeda estadunidense cai 0,35% em novembro. Em 2025, a divisa acumula queda de 13,25%.
Tanto fatores internacionais como internos contribuĂram para a euforia no mercado financeiro. Os paĂses emergentes se beneficiaram da decisĂŁo da China de suspender algumas sobretaxas a produtos dos Estados Unidos. A redução das tensĂ”es comerciais contribuiu para a valorização das commodities (bens primĂĄrios com cotação internacional), o que beneficia paĂses exportadores de matĂ©rias-primas, como o Brasil.
Além disso, as bolsas estadunidenses recuperaram-se parcialmente após a forte queda da terça-feira. Isso aumentou o apetite internacional por ativos de alto risco, estimulando a migração de capitais para economias emergentes.
No Brasil, o mercado financeiro seguiu em expectativa com o resultado da reuniĂŁo do ComitĂȘ de PolĂtica MonetĂĄria (Copom), que manteve a Taxa Selic (juros bĂĄsicos da economia) em 15% ao ano. A recente desaceleração da prĂ©via da inflação oficial em outubro aumentou as expectativas de que o BC antecipe o inĂcio dos cortes para o começo de 2026, o que torna a bolsa mais atrativa.
*Com informaçÔes da Reuters

