Ícone do site ContilNet Notícias

Caetano Veloso faz homenagem emocionante para Jards Macalé

Por

caetano-veloso-faz-homenagem-emocionante-para-jards-macale

Caetano Veloso faz homenagem emocionante para Jards Macalé

A música brasileira ficou de luto nesta segunda-feira (17/11) com a morte de Jards Macalé, um dos nomes mais inventivos e influentes da MPB. Aos 82 anos, o cantor e compositor deixa uma obra que atravessou seis décadas, marcada por parcerias históricas, experimentação e uma estética que sempre fugiu do convencional.

Entre as relações mais emblemáticas de sua trajetória está a amizade profunda com Caetano Veloso.

Parte essencial da construção estética do período pós-tropicalista, Macalé produziu e escreveu arranjos para Transa (1971) — disco que Caetano considera um dos pilares de sua carreira. A colaboração entre os dois moldou caminhos da música brasileira e consolidou Macalé como figura indispensável na renovação do gênero.

No Instagram, Caetano fez uma homenagem emocionante ao parceiro musical. “Sem Macalé não haveria Transa”, exaltou o músico em uma publicação nas redes sociais. “Estou chorando porque ele morreu hoje. Foi meu primeiro amigo carioca da música”, revelou Caetano. 

Leia também

12 imagensFechar modal.1 de 12

Caetano Veloso e Jards Macalé

2 de 12

Caetano Veloso e Jards Macalé nos anos 1970

3 de 12

Foto histórica de Caetano Veloso Jards Macalé e os compositores do álbum Transa nos anos 1970

4 de 12

Caetano Veloso Jards Macalé e os compositores do álbum Transa

5 de 12

Caetano Veloso e Jards Macalé

Reprodução/Instagram6 de 12

Cantor e compositor Jards Macalé

Reprodução/Globo7 de 12

Cantor e compositor Jards Macalé

Reprodução/Globo8 de 12

Cantor e compositor Jards Macalé

Reprodução/Globo9 de 12

Cantor e compositor Jards Macalé

Reprodução10 de 12

Cantor e compositor Jards Macalé

Reprodução/Veja11 de 12

Cantor e compositor Jards Macalé

Reprodução12 de 12

Jards Macalé

Reprodução

“Antes de Bethânia imaginar que seria chamada para o Opinião, Alvaro Guimarães, diretor teatral baiano, me trouxe ao Rio para montar e mixar o curta para o qual eu tinha feito a trilha. Fui parar na casa de Macalé. E ele tocou violão. Me encantei. Ele tocou com Beta, lançou composições, chamei-o para Londres e: Transa. Na volta, ele e eu seguimos na música. Que a música siga mantendo a essência desse ipanemense amado. Beijo carinhoso para Rejane”, completou.

Segundo a revista Rolling Stone, um dos mais importantes veículos de música do mundo, o álbum Transa é considerado um dos 10 mais importantes da música brasileira. Jards Macalé também colaborou no álbum Fa-Tal – Gal a Todo Vapor, que marcou a carreira de Gal Costa, e alcançou a 20ª posição no mesmo ranking da revista.

A morte do músico, aos 82 anos, foi confirmada pela família em uma publicação nas redes sociais. Segundo o comunicado, nos últimos momentos, o músico celebrou a parceira na música. “(Jards) chegou a acordar de uma cirurgia cantando Meu Nome é Gal, com toda a energia e bom humor que sempre teve”, escreveu.

“Cante, cante, cante. É assim que sempre lembraremos do nosso mestre, professor e farol de liberdade. Agradecemos, desde já, o carinho, o amor e a admiração de todos. Em breve informaremos detalhes sobre o funeral”, completou a família do artista.

Macalé estava internado em um hospital na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, quando sofreu uma parada cardíaca. Ele estava em tratamento contra uma doença pulmonar.

Sair da versão mobile