Durante entrevista ao Em Cena, podcast do ContilNet, o secretário de Educação do Acre, Aberson Carvalho — que também preside a executiva municipal do Progressistas (PP) — comentou sobre as polêmicas envolvendo a federação entre o PP e o União Brasil, ainda em processo de consolidação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Aberson defendeu a importância de compreender o papel institucional dos partidos e criticou líderes que, segundo ele, tratam as legendas como propriedade pessoal.
“O que a gente precisa ter clareza — e acho que a maioria dos políticos tem dificuldade de compreender — é que o partido não é seu nem é uma extensão da sua casa. O Caiado está olhando para o próprio umbigo: ele não quer a federação porque quer um partido só para ele, para ser candidato”, afirmou.
O secretário destacou que a federação precisará respeitar as diferenças políticas regionais existentes no país e que o êxito do projeto dependerá dessa compreensão.
“Quando falamos da federação, ela vai ter que respeitar algumas questões da política regional. No Nordeste, a tendência é caminhar com o campo do Lula. No Sul, Sudeste e no Acre, o alinhamento é mais com o campo de centro-direita. O Brasil é continental e isso precisa ser respeitado. O sucesso dessa federação depende muito dessa organização geopolítica regional. Não dá para fechar o jogo e dizer: ‘preto é preto, branco é branco’, porque existem composições regionais que vão ser debatidas e discutidas”, explicou.
Aberson também lembrou que os ministros filiados ao União Brasil e ao PP permanecem em seus cargos no governo federal, o que, segundo ele, demonstra maturidade política.
“A prova disso é que os ministros do União Brasil e do PP continuam nos seus ministérios. Eles compreenderam que cada um tem sua correlação política dentro da sua região, e é isso que garante o mandato”, completou.
Questionado se acredita que a federação pode ser desfeita antes da formalização, o secretário disse estar confiante na condução do processo pelos presidentes nacionais das duas siglas.
“Os dois líderes, Ciro (Nogueira) e Antônio Rueda, estão muito bem alinhados. Existe um diálogo muito franco entre eles. Claro que há interesses distintos em alguns estados, mas isso é natural. Acho que é uma fase superada. Querem criar narrativas de desconstrução, mas isso não seria bom para nenhum dos dois partidos”, avaliou.
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