Um mês depois da megaoperação Contenção, a mais letal já registrada no Rio de Janeiro, a Polícia Militar voltou às ruas, desta vez não para enfrentar o Comando Vermelho, mas para cumprir mandados contra policiais do Batalhão de Choque suspeitos de cometer crimes durante a ação.
Na manhã desta sexta-feira (28/11), a Corregedoria-Geral da PM deflagrou uma ação interna para prender cinco militares e cumprir dez mandados de busca e apreensão.
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A investigação nasceu dentro da corporação e tem como ponto fundamental as imagens das câmeras corporais, que flagraram condutas consideradas ilegais.
As gravações revelaram episódios que, segundo a 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), configuram crimes militares praticados durante o serviço.
Um dos pontos mais graves é a suspeita de furto de um fuzil durante o cerco a uma casa, arma que, de acordo com a apuração, seria posteriormente revendida a criminosos, justamente o grupo que a megaoperação buscava desarticular.
Entre os alvos, estão nove sargentos e um subtenente do Batalhão de Choque, unidade que teve forte atuação na operação do dia 28 de outubro.
Na ocasião, o Estado registrou 122 mortos, 117 suspeitos e cinco policiais, e abriu uma crise sobre o uso da força na segurança pública fluminense.
Megaoperação no Rio de Janeiro
Fabiano Rocha / Agência O Globo
Megaoperação no Rio de Janeiro
Reprodução / Redes sociais
Megaoperação no Rio de Janeiro
Fabiano Rocha / Agência O Globo
Tercio Teixeira/Especial Metrópoles
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Policiais durante megaoperação no Rio de Janeiro
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Policiais durante megaoperação contra o crime organizado no Rio de Janeiro
Fernando Frazão/Agência Brasil
Megaoperação no Rio de Janeiro
RS/Fotos Públicas
Em nota, a Secretaria de Polícia Militar confirmou a operação e afirmou que a corporação “não compactua com desvios de conduta, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos”.

