O lĂder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), minimizou nesta segunda-feira (24/11) o rompimento com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O parlamentar afirmou que o Congresso “nĂŁo Ă© um grupo de amigos” e que o CentrĂŁo “nĂŁo indica lĂder do PT”, em uma alfinetada a Motta, que faz parte do grupo polĂtico.
“Isso aqui nĂŁo Ă© um clube de amigos, nĂ©? A minha relação sempre foi polĂtica. NĂŁo Ă© o CentrĂŁo que indica o lĂder do PT. SĂŁo os deputados do PT. E as minhas posições sĂŁo sempre muito previsĂveis. AlguĂ©m achava que a gente ia ficar calado naquela votação do IOF [Imposto sobre Operações Financeiras]? NĂŁo. NĂłs reagimos. AlguĂ©m achava que a gente tinha que ficar calado na votação da PEC [Proposta de Emenda Ă Constituição] da Blindagem? NĂŁo. NĂłs tomamos a nossa posição”, declarou Lindbergh a jornalistas na Câmara.
Questionado se procuraria Motta para uma pacificação, o petista respondeu que a “relação institucional” iria continuar e que, para ele, o desentendimento não mudaria nada na prática.
“A relação polĂtica e institucional continua, vou para o colĂ©gio de lĂderes. Eu nĂŁo vou… para mim nĂŁo muda nada. Eu nĂŁo sou da roda de amigos do presidente Hugo Motta. Tem lá uma roda de amigos: Ciro Nogueira, Eduardo Cunha, o que seja. Eu nĂŁo sou dessa roda, para mim nĂŁo muda literalmente nada”, ironizou Lindbergh.
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Orçamento
Ao MetrĂłpoles, o lĂder do PT disse que o rompimento com Motta nĂŁo deve afetar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA) no Congresso.
Lindbergh afirmou que o responsável pela articulação do Planalto Ă© o lĂder do governo na Câmara, JosĂ© GuimarĂŁes (PT-CE).
“Claro que nĂŁo afeta [a votação do] Orçamento. Sou o lĂder do PT, lĂder do governo Ă© GuimarĂŁes”, declarou.
As declarações do petista se somam às trocas de farpas entre ele e Motta desde a aprovação do Projeto de Lei (PL) Antifacção. Na ocasião, Lindbergh afirmou que houve uma “crise de confiança” depois que a proposta do governo acabou aprovada conforme o texto apresentado pelo relator, Guilherme Derrite (PP-SP).

