COP30: oceanos podem cortar 35% das emissĂ”es de CO₂ atĂ© 2050

Por AgĂȘncia Brasil 18/11/2025


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A enviada especial da 30ÂȘ ConferĂȘncia das NaçÔes Unidas sobre Mudanças ClimĂĄticas (COP30) para Oceanos, Marinez Scherer, anunciou nesta terça-feira (18) a criação do chamado blue package (pacote azul), um roteiro de ação para acelerar soluçÔes baseadas no oceano. O plano foi criado por atores nĂŁo estatais, especialistas climĂĄticos brasileiros e a presidĂȘncia da COP30.COP30: oceanos podem cortar 35% das emissĂ”es de CO₂ atĂ© 2050COP30: oceanos podem cortar 35% das emissĂ”es de CO₂ atĂ© 2050

Segundo Marinez Scherer, o blue package pode ajudar a reduzir as emissĂ”es globais de gases de efeito estufa em atĂ© 35% atĂ© 2050 – mais de um terço do necessĂĄrio para manter o aquecimento em 1,5°C.

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“Estamos confiantes de que a COP e todas as partes entendem o papel central do oceano e estĂŁo prontas para implementar soluçÔes baseadas no oceano para a crise climĂĄtica no relatĂłrio final dos documentos”, disse a enviada.

“Queremos implementar o que precisamos para restaurar e proteger zonas costeiras e ecossistemas marinhos, e garantir que o oceano continue atuando como o principal regulador climático do planeta”, complementou.

Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 

O objetivo do pacote também é criar uma estrutura para destravar financiamento, atrair investimentos privados e construir carteiras confiåveis para detecção de riscos oceùnicos.

O blue package inclui cerca de 70 soluçÔes sobre energia renovåvel oceùnica, descarbonização da navegação, aquicultura sustentåvel, conservação marinha, turismo costeiro, empreendedorismo e inovação. Entre elas, estão melhorar a relação das pessoas com o oceano e opçÔes potenciais de transição para petróleo e gås offshore.

Essas soluçÔes apoiam diretamente a mitigação, adaptação, proteção da biodiversidade, segurança alimentar e resiliĂȘncia costeira. A estimativa Ă© que seja necessĂĄrio investir de US$ 130 bilhĂ”es a US$ 170 bilhĂ”es. Segundo os organizadores, o valor oferece aos ministĂ©rios das finanças, bancos de desenvolvimento e investidores privados uma noção da escala necessĂĄria e de oportunidades.

“Destravar esse capital depende de condiçÔes adequadas: regulamentaçÔes certas, instrumentos de redução de risco e abordagens de financiamento misto [blended finance]. A implementação tambĂ©m exige responsabilização”, disse Marinez Scherer.

A enviada especial tambĂ©m anunciou a criação do Ocean Breakthroughs Dashboard, uma ferramenta para monitorar o progresso do cuidado com os oceanos. A ferramenta entrou no ar ontem (17) e, segundo os responsĂĄveis, representa “um novo contrato social para a proteção dos oceanos”.

Segundo a liderança responsĂĄvel pela apresentação, o oceano precisa estar no centro da agenda, ao lado das florestas e da biodiversidade, porque “vivemos em um Ășnico planeta” e esses sistemas “nos mantĂȘm estĂĄveis e em equilĂ­brio”. O blue package permitirĂĄ conectar compromissos nacionais com esforços globais jĂĄ em curso.

TambĂ©m foi anunciado que 17 paĂ­ses jĂĄ se comprometeram a incorporar o oceano em seus planos climĂĄticos atualizados. AlĂ©m do Brasil e da França, AustrĂĄlia, Fiji, QuĂȘnia, MĂ©xico, Palau, RepĂșblica das Seychelles, Chile, Madagascar e Reino Unido jĂĄ haviam aderido Ă  iniciativa. Os novos paĂ­ses sĂŁo BĂ©lgica, Camboja, CanadĂĄ, IndonĂ©sia, Portugal e Singapura.

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