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Corpo de Lô Borges será velado nesta terça-feira em Belo Horizonte

Por Redação

O corpo do cantor e compositor Lô Borges será velado nesta terça-feira (4/11), de 9h às 15h, no Foyer do Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG). A cerimônia será aberta ao público, permitindo que fãs e admiradores possam se despedir de um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira (MPB).

Reprodução

“Fãs e admiradores de Belo Horizonte terão a oportunidade de se despedirem de Lô Borges na próxima terça-feira (4/11). O cantor será velado no Foyer do Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, região central da cidade, das 9h às 15h”, informou a equipe do artista em comunicado ao Metrópoles.

Lô Borges faleceu na noite de domingo (2/11), às 20h50, aos 73 anos, no Hospital Unimed – Unidade Contorno, em Belo Horizonte. De acordo com boletim médico divulgado pela instituição, a causa da morte foi falência múltipla de órgãos.

O músico havia sido internado em 17 de outubro, após sofrer uma intoxicação medicamentosa em casa, e permaneceu hospitalizado desde então.


🎵 Um legado imortal da MPB

Com mais de 50 anos de carreira e 20 álbuns lançados, Lô Borges se consagrou como um dos fundadores do movimento Clube da Esquina, ao lado de Milton Nascimento, Beto Guedes, Márcio Borges e outros artistas mineiros. O grupo marcou época na música brasileira ao unir poesia, harmonia sofisticada e influências do rock e do jazz à sonoridade da MPB.

Entre suas composições mais icônicas estão “Trem Azul”, “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”, “Para Lennon e McCartney”, “Trem de Doido”, “Equatorial” e “Ventos de Maio” — sucessos que atravessaram gerações e continuam vivos na memória coletiva.

Lô também foi um dos principais compositores dos discos “Clube da Esquina” (1972) e “Clube da Esquina 2” (1978). O primeiro foi eleito, em 2022, como o melhor álbum brasileiro da história, segundo críticos e pesquisadores de música.

Nascido em 1952, em Belo Horizonte, Salomão Borges Filho começou a tocar violão inspirado pelos Beatles e iniciou a carreira musical por incentivo de Milton Nascimento. Seu primeiro álbum solo, “Disco do Tênis” (1972), tornou-se um clássico cult, seguido por “Via Láctea”, que consolidou sua reputação como um dos artistas mais criativos da MPB.

Discreto e reservado, Lô Borges nunca se casou nem teve filhos, mas dedicou toda a sua vida à música — deixando uma obra que ecoa entre gerações de músicos e fãs.

Fonte: Hospital Unimed Belo Horizonte / Metrópoles / O Tempo / Rolling Stone Brasil
✍️ Redigido por ContilNet

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