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CPMI do INSS adia convocação de Jorge Messias. Siga

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CPMI do INSS adia convocação de Jorge Messias. Siga

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS adiou, nesta quinta-feira (27/11), a convocação do Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias. O pedido foi apresentado por parlamentares da oposição do governo.

 

Antes do início dos trabalhos, ouve um bate-boca generalizado de 10 minutos sobre os pedidos de requerimentos.

Na última sessão da CPMI, os congressistas alegaram que há indícios de que o AGU teria sido alertado sobre o esquema no Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), o qual tem o irmão do presidente Luiz Inácio Lula da silva (PT), José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, como vice-presidente  e ignorou os fatos, na tentativa de proteger o irmão de seu aliado.

A comissão também ouve o contador Mauro Palombo Concílio, ligado a empresas que receberam repasses da Amar Brasil, suspeita de fraudar aposentados — esquema revelado pelo Metrópoles.

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Para governistas, trata-se de uma estratégia do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) para “fritar” o pupilo do presidente Luiz Inácio Lula (PT) antes da sabatina para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que acontece no próximo dia 10 de dezembro.

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Já o contador Mauro Palombo Concílio foi convocado após ficar comprovado que ele era o responsável pela contabilidade de várias empresas que teriam recebido dezenas de milhões de reais em repasses da Amar Brasil. A instituição é uma das investigadas pela Justiça por suspeita de envolvimento no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas.

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