Defesa pede a Moraes que Bolsonaro cumpra pena em prisĂŁo domiciliar

Por MetrĂłpoles 21/11/2025

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta sexta-feira (21/11) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ele cumpra em casa pena pela condenação na trama golpista.

Os advogados apresentaram ao Supremo uma série de laudos médicos atualizados e pediram que ele não vå para regime fechado em presídio. Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, Bolsonaro tem os embargos analisados pela Primeira Turma.

Nesta sexta-feira (21/11), a defesa pediu em carĂĄter excepcional e humanitĂĄrio que Bolsonaro seja mantido em prisĂŁo domiciliar. Veja os pedidos:

  • ConcessĂŁo de prisĂŁo domiciliar humanitĂĄria, em substituição ao regime inicial fechado fixado na condenação, a ser cumprida integralmente em sua residĂȘncia, sob monitoramento eletrĂŽnico e com as restriçÔes cabĂ­veis a serem impostas;
  • Autorização para deslocamento exclusivo para tratamento mĂ©dico, mediante prĂ©via comunicação ou, em casos de urgĂȘncia, justificativa no prazo de 48 horas e;
    o reconhecimento da natureza humanitĂĄria e excepcional da medida, assegurando-se o direito Ă  continuidade do tratamento clĂ­nico integral.

Os argumentos dos advogados sĂŁo de que jurisprudĂȘncia do STF firmam entendimento no sentido de que a prisĂŁo domiciliar humanitĂĄria deve ser concedida quando: comprovada doença grave; demonstrada debilidade concreta; e evidenciada a impossibilidade de tratamento eficaz no cĂĄrcere.

“Todos esses requisitos encontram-se rigorosamente preenchidos no caso, impondo-se, com fundamento no art. 318, II, do CPP, a concessĂŁo da prisĂŁo domiciliar humanitĂĄria como Ășnica medida apta a preservar a dignidade humana, a saĂșde e a prĂłpria vida do condenado”, diz a defesa.

Em 11 laudos apresentados ao STF, os advogados alegam que Bolsonaro apresentou:

  • A existĂȘncia de doença grave de natureza mĂșltipla (cardiolĂłgica, pulmonar, gastrointestinal, neurolĂłgica e oncolĂłgica);
  • a presença de sequelas permanentes e irreversĂ­veis decorrentes de trauma abdominal e intervençÔes cirĂșrgicas sucessivas;
  • a necessidade de tratamento contĂ­nuo, monitorização multifatorial e possibilidade de intercorrĂȘncias sĂșbitas potencialmente fatais;
  • A absoluta incompatibilidade entre tais condiçÔes e o ambiente prisional, que nĂŁo dispĂ”e da infraestrutura necessĂĄria para manejo clĂ­nico e emergencial adequado.

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