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“Democracia venceu”, diz presidente do PT sobre prisão de Bolsonaro e fim do processo do golpe

Por Suene Almeida, ContilNet

O vereador André Kamai (PT), presidente estadual do Partido dos Trabalhadores no Acre, comentou sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em entrevista ao ContilNet nesta quarta-feira (26), e afirmou que a decisão representa “um remédio importante, duro e necessário para a democracia brasileira”.

André Kamai é presidente do PT no Acre/Foto: ContilNet

Bolsonaro foi preso preventivamente no sábado (22), após determinação do ministro Alexandre de Moraes, sob argumento de risco de fuga, e passou a cumprir sua pena após o STF declarar, nesta terça (25), o trânsito em julgado da ação que condenou os integrantes do “núcleo 1” da tentativa de golpe de Estado. Questionado sobre as críticas de aliados do ex-presidente, Kamai rebateu a versão de que Bolsonaro não teria tentado romper a tornozeleira eletrônica.

“Quem disse que tentou romper a tornozeleira foi o próprio Bolsonaro. A gente viu a imagem, ele disse pra moça que botou o ferro quente lá pra arrancar a tornozeleira. O presidente Bolsonaro não está imune à lei. Ele está sofrendo as consequências do processo que ele respondeu, teve todas as chances de se defender”, destacou.

Para Kamai, a prisão do ex-presidente e de militares envolvidos na trama golpista marca um episódio inédito, e necessário, na história política do país.

“O ex-presidente Bolsonaro marca a história do Brasil como o primeiro presidente, e os generais junto com ele, que são presos por tentativa de golpe. Esse é um remédio importante, doce e necessário para a democracia brasileira”, afirmou.

Bolsonaro deve cumprir pena de 27 anos

Com o trânsito em julgado declarado pelo STF, Bolsonaro passa a cumprir efetivamente a pena de 27 anos e 3 meses de prisão definida no processo sobre a tentativa de golpe. Ele permanecerá detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A audiência de custódia do ex-presidente está marcada para esta quarta-feira (26), às 14h30.

Kamai disse que o momento não deve ser encarado com celebração pessoal, mas como uma afirmação das instituições democráticas. “Nós não devemos comemorar a prisão de alguém, não é esse o caso. Mas nós devemos comemorar que a democracia brasileira venceu, está firme e forte e vai seguir independente dos golpistas que tentaram subvertê-la”, disse.

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