A tranquilidade de uma comunidade indígena em Jordão foi quebrada na manhã deste domingo (16), quando moradores perceberam uma movimentação estranha na casa da filha do vice-prefeito, integrante do povo Kaxinawá. A atitude chamou atenção e eles decidiram acionar a Polícia Civil.

Os suspeitos foram presos em flagrante dentro da residência, que havia se tornado ponto de intimidação para a comunidade | Foto: Extra do Acre
Ao chegar ao local, a equipe coordenada pelo delegado José Ronério da Silva encontrou dois homens, conhecidos como “Caxiado” e “Caboco”, cobrando de forma agressiva um suposto “débito” de R$ 9.400. Segundo a polícia, o valor seria uma espécie de cobrança indevida ligada a obrigações da aldeia da qual o vice-prefeito faz parte. A prática configurou extorsão e colocou moradores em situação de risco.
A ação policial foi rápida. Os suspeitos foram presos em flagrante dentro da residência, que havia se tornado ponto de intimidação para a comunidade. A polícia destacou que a intervenção foi técnica e precisa, impedindo que o caso tomasse proporções maiores.
Durante a abordagem, os agentes também descobriram que “Caboco” já era investigado por um caso grave: ele responde a um inquérito por torturar um adolescente, supostamente a mando de um comerciante da cidade que queria se vingar de furtos cometidos pelo menor.
Além disso, tanto “Caboco” quanto “Caxiado” estão sendo apurados em outra denúncia de extorsão, desta vez contra a mãe do mesmo adolescente. As nvestigações apontam que a dupla agia com base em ameaças, violência e exploração de pessoas em situação vulnerável.
