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Empresário do Alto Acre é apontado como líder do esquema que movimentou mais de R$ 220 milhões

Por Redação ContilNet

A repercussão da Operação Fumus Pecuniae, deflagrada nesta terça-feira (18) pela Polícia Federal, destacou um ponto central das investigações: o principal alvo do trabalho policial é um empresário bastante conhecido no Alto Acre, que atua no ramo de importação e exportação.

Até o momento, a PF não divulgou nomes dos investigados, e as apurações seguem sob sigilo/Foto: Reprodução

Segundo a PF, ele é apontado como o articulador de um complexo esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 220 milhões entre 2019 e 2023. Parte das empresas ligadas ao investigado, que supostamente atuavam no setor alimentício, seriam apenas de fachada, criadas para ocultar a origem dos recursos.

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O empresário, que mantém negócios em municípios da fronteira, teria utilizado pessoas próximas e diversas pessoas jurídicas para realizar depósitos em espécie, transações incompatíveis com a atividade declarada e operações de câmbio consideradas suspeitas. A prática conhecida como “mescla”, na qual dinheiro ilícito é misturado a recursos lícitos para dificultar o rastreamento, também foi identificada pelos investigadores.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao empresário em Epitaciolândia, Brasiléia e Rio Branco. A Polícia Federal apura agora a participação de outros possíveis membros do grupo e não descarta novas diligências e medidas judiciais.

A operação provocou forte repercussão na região, onde o empresário é figura conhecida no setor comercial. Até o momento, a PF não divulgou nomes dos investigados, e as apurações seguem sob sigilo.

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