Há 31 anos, a rotina de Dona Maria Mavi se repete no feriado de Finados: montar sua barraca de flores e ornamentações no Cemitério São João Batista, em Rio Branco, para atender quem vai prestar homenagens aos entes queridos. Mas, segundo ela, a tradição de visitar os túmulos vem perdendo força com o passar dos anos.

Segundo ela, a tradição de visitar os túmulos vem perdendo força com o passar dos anos/Foto: ContilNet
“Está diminuindo para mim e está acabando. Porque a geração de hoje, que nem meu filho, a minha filha, não anda mais em cemitério. Já da parte minha, dos meus irmãos, ainda anda, mas está acabando”, contou.
Dona Maria explica que o preparo para o dia 2 de novembro começa cedo, com meses de antecedência. Ela considera o trabalho uma tradição pessoal e uma forma de manter viva a lembrança daqueles que já se foram.

Mesmo percebendo o movimento cada vez menor, ela faz um apelo para que as pessoas não deixem a data passar em branco/Foto: ContilNet
Mesmo percebendo o movimento cada vez menor, ela faz um apelo para que as pessoas não deixem a data passar em branco. “Vamos continuar, porque não faz mal nenhum. Só faz o bem você vir visitar. As pessoas estão deixando de vir, dando abandono, achando que, porque morreu, não precisa mais visitar. Mas é uma tradição da pessoa e que isso continue”, reforça.
