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Extradição de ambientalista trava negociações entre Brasil e Japão

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Extradição de ambientalista trava negociações entre Brasil e Japão

Um pedido de extradição feito pelo governo japonês ao Brasil está travando as negociações na COP30, conferência do clima que promove debates, em Belém. Tóquio solicitou ao Itamaraty que entregue o ativista canadense Paul Watson, fundador da ONG Sea Shepherd, conhecido por suas ações contra a caça de baleias em águas internacionais.

Segundo auxiliares do Ministério das Relações Exteriores ouvidos pela coluna, o impasse em torno do caso tem emperrado conversas entre as delegações dos dois países durante o evento.

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Abertura da COP30

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Abertura da COP30

Ricardo Stuckert / PR3 de 3

Lideres em reunião na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas COP 30

Paulo Mumia/COP30

O Japão tem sinalizado que a retomada das tratativas — que envolvem temas ambientais e comerciais — depende da disposição do governo brasileiro em atender ao pedido de extradição. Watson, considerado foragido pela Justiça japonesa por ações contra baleeiros no Pacífico, vive em território brasileiro desde o ano passado.

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O Itamaraty ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, mas fontes diplomáticas afirmam que a decisão envolve um cálculo político delicado: ceder à pressão de Tóquio poderia desgastar a imagem do Brasil junto a organizações ambientais, enquanto resistir ao pedido tende a esfriar as relações bilaterais.

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