A paralisação parcial da coleta de lixo em Rio Branco, na manhã desta sexta-feira (14), foi motivada pela violenta agressão sofrida por um gari durante o trabalho. O caso aconteceu na tarde de quinta-feira (13), na Travessa Havaí, no bairro Glória, região da Sobral. De acordo com relatos enviados pelos próprios trabalhadores, o coletor foi atacado com uma pedra após explicar que não poderia recolher uma garrafa de vidro descartada de forma irregular.
Ataque ocorreu no bairro da Glória e deixou gari gravemente ferido; categoria exige segurança e punição ao agressor/Foto: Reprodução Alerta Cidade
Segundo informações da categoria, o agressor teria se irritado quando o gari explicou que o vidro não poderia ser recolhido porque estava solto e oferecia risco de acidente. Revoltado, o morador arremessou uma pedra contra o trabalhador, acertando sua cabeça. Ferido, o profissional precisou ser levado às pressas para o Pronto-Socorro de Rio Branco, onde recebeu atendimento médico em razão da gravidade do impacto.
A situação gerou grande indignação entre os colegas de equipe, que amanheceram mobilizados no pátio da empresa responsável pela coleta, no bairro Santa Inês, no Segundo Distrito. Eles afirmam que o episódio expõe a falta de segurança enfrentada diariamente pelos garis e pedem mais respeito por parte da população. A paralisação, segundo os trabalhadores, é também uma forma de exigir medidas mais efetivas das autoridades e a responsabilização do agressor, que fugiu após o ataque.
Os profissionais reforçam que existe uma forma correta para o descarte de vidros, justamente para evitar ferimentos graves durante a coleta. A orientação é que o material seja embalado de forma segura, dentro de caixas, garrafas PET, papelão ou qualquer estrutura que impeça cortes, e identificado como material cortante. Apenas vidros inteiros e devidamente protegidos podem ser recolhidos com segurança; volumes soltos, quebrados ou mal acondicionados colocam os coletores em risco e não devem ser recolhidos.
Enquanto a Polícia Militar realiza buscas na tentativa de localizar o autor da agressão, os garis afirmam que só retomarão o trabalho normalmente após receberem garantias de segurança e respostas concretas do poder público. Para a categoria, o episódio evidencia a urgência de ações que protejam esses trabalhadores essenciais e evitem novas situações de violência.
