GDF indica superintendente da Caixa no lugar do presidente afastado

Por AgĂȘncia Brasil 18/11/2025

BrasĂ­lia (DF) 18/11/2025 – Celso Eloi Ă© o indicado de Ibaneis para BRB apĂłs Justiça afastar Paulo Henrique
Foto: Celso Eloi/Instagram

Celso Eloi Ă© o indicado de Ibaneis para BRB apĂłs Justiça afastar Paulo Henrique – Celso Eloi/Instagram


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O governo do Distrito Federal (GDF) indicou o atual superintendente da Caixa, Celso Eloi de Souza Cavalhero, para presidir o banco BRB. Servidor de carreira da instituição estatal, Cavalhero substituirå Paulo Henrique Costa, afastado do cargo por determinação judicial. Antes, porém, terå que ser aprovado pela Cùmara Legislativa do Distrito Federal.GDF indica superintendente da Caixa no lugar do presidente afastadoGDF indica superintendente da Caixa no lugar do presidente afastado

Em nota, o GDF afirma que a indicação de Cavalhero busca “assegurar a continuidade administrativa e financeira do BRB”, alvo das investigaçÔes que culminaram na deflagração da chamada Operação Compliance Zero pela PolĂ­cia Federal (PF) nesta terça-feira.

Operação

NotĂ­cias relacionadas:

De acordo com a PF, até o início desta tarde, os agentes que participam da operação jå tinham efetuado seis prisÔes (quatro preventivas e duas temporårias). Entre os investigados detidos estå o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, preso tentando deixar o país em um jato particular.

Por determinação da Justiça, os policiais federais também apreenderam cerca de R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo, além de obras de arte, carros e relógios de luxo. Os mandados judiciais estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

AlĂ©m de Paulo Henrique Costa, a Justiça tambĂ©m decretou o afastamento temporĂĄrio do diretor de Finanças e Controladoria do BRB, Dario Oswaldo Garcia JĂșnior.

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Desconfiança

A Operação Compliance Zero é fruto das investigaçÔes que a PF iniciou em 2024, para apurar e combater a emissão de títulos de créditos falsos por instituiçÔes que integram o Sistema Financeiro Nacional.

As instituiçÔes investigadas são suspeitas de criar falsas operaçÔes de créditos, simulando empréstimos e outros valores a receber. Estas carteiras de crédito eram depois vendidas a outros bancos. Após o Banco Central aprovar a contabilidade, as instituiçÔes substituíam estes créditos fraudulentos e títulos de dívida por outros ativos, sem a avaliação técnica adequada.

De acordo com o diretor-geral da PF, a suspeita é de que as fraudes contra o sistema financeiro tenham movimentado algo em torno de R$ 12 bilhÔes.

O Master, de Vorcaro, Ă© o principal alvo da investigação instaurada a pedido do MinistĂ©rio PĂșblico Federal (MPF). O banco tornou-se conhecido por adotar uma polĂ­tica agressiva para captar recursos, oferecendo rendimentos de atĂ© 140% do Certificado de DepĂłsito BancĂĄrio (CDI) a quem compra papĂ©is da instituição financeira – uma promessa de ganhos superiores Ă s taxas mĂ©dias para bancos pequenos – em torno de 110% a 120% do CDI.

OperaçÔes com precatĂłrios (tĂ­tulos de dĂ­vidas de governos com sentença judicial definitiva) tambĂ©m fizeram crescer as dĂșvidas sobre a saĂșde financeira do Master – que, ao emitir tĂ­tulos em dĂłlares, nĂŁo conseguiu captar recursos, dada a desconfiança do mercado.

Negociação

Em março deste ano, o BRB anunciou a intenção de comprar o Master por R$ 2 bilhĂ”es – valor que, segundo o banco estatal, equivaleria a 75% do patrimĂŽnio consolidado do banco de Vorcaro. No inĂ­cio de setembro, porĂ©m, o Banco Central (BC) rejeitou o negĂłcio.

Em nota divulgada esta manhĂŁ, pouco apĂłs a prisĂŁo de Vorcaro e o afastamento de Paulo Henrique Costa virem a pĂșblico, o BRB afirma que “sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparĂȘncia, prestando, regularmente, informaçÔes ao MinistĂ©rio PĂșblico Federal e ao Banco Central sobre todas as operaçÔes relacionadas [Ă s negociaçÔes de compra do] Banco Master”.

TambĂ©m em nota, o GDF assegurou que, apesar da operação da PF, o BRB mantĂ©m sua capacidade plena de operação, com total segurança administrativa e financeira. “Todas as rotinas bancĂĄrias, sistemas internos, serviços aos clientes, contratos vigentes, operaçÔes de crĂ©dito e compromissos institucionais seguem em funcionamento regular. NĂŁo hĂĄ qualquer impacto estrutural na liquidez, na solvĂȘncia ou na continuidade operacional da instituição”, garantiu o governo distrital.

“Medidas internas adicionais serĂŁo adotadas para reforçar os mecanismos de governança, compliance e controle interno. A administração pĂșblica distrital acompanharĂĄ de forma permanente as apuraçÔes e colaborarĂĄ com todas as instĂąncias regulatĂłrias e fiscalizatĂłrias. O objetivo Ă© assegurar a integridade dos processos, preservar o patrimĂŽnio pĂșblico e fortalecer a confiança no sistema financeiro do Distrito Federal”, acrescentou o GDF.

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