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Globo vive tensão após e-mail interno citar “desvio de R$ 100 milhões”

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Globo vive tensão após e-mail interno citar “desvio de R$ 100 milhões”

Após o cancelamento da festa de confraternização da TV Globo, um e-mail enviado por um ex-diretor de imagem da emissora repercutiu internamente e trouxe à tona uma série de críticas à gestão e às condições de trabalho na emissora carioca. Na mensagem, o ex-funcionário menciona um suposto desvio de mais de R$ 100 milhões, informação que ele aponta como uma das razões para a suspensão das comemorações pelos 100 anos do Grupo Globo. A Globo nega (veja nota abaixo).

Leia: Ex-diretor da Globo se revolta e expõe bastidores da emissora

Segundo o colunista Lucas Pasin, do Metrópoles, o e-mail disparado para toda a equipe causou forte movimentação dentro da emissora ao citar o alegado rombo financeiro e ironizar a situação: “Um milhão para cada ano”, escreveu o ex-diretor.

Além da suspeita levantada por ele, a mensagem lista diversas reclamações sobre as condições de trabalho, como sobrecarga de turnos, falta de reconhecimento, mudanças frequentes de horário, acúmulo de horas extras não pagas e o que descreve como um banco de horas “desproporcional”. O ex-diretor também acusa a cúpula da empresa de praticar favoritismo com determinados setores.

“Desvio de 100 milhões, funcionários que não ganharam nem um bombom, festa rolou para galera importante, rolou para a televisão aberta… No geral, rola um descontentamento muito grande com tudo”, diz um trecho do e-mail revelado por Lucas Pasin.

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A repercussão foi imediata: comentários se espalharam por grupos de mensagens, reuniões emergenciais foram convocadas e gestores tentaram conter especulações sobre a denúncia, vista por parte dos profissionais como um retrato do clima de insatisfação.

Procurada por Lucas Pasin, a Globo afirmou ter tomado conhecimento da circulação do e-mail e negou qualquer irregularidade. “Não é verdade que houve qualquer desvio ou corte irregular de recursos. A Globo possui canais formais e mecanismos internos de gestão para tratar as questões e insatisfações mencionadas no e-mail do ex-funcionário, e lamentamos que ele não tenha recorrido a esses instrumentos enquanto esteve conosco.”

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