Haddad pede que CĂąmara aprove projeto sobre devedor contumaz

Por AgĂȘncia Brasil 14/11/2025


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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um apelo pĂșblico nesta sexta-feira (14) para que a CĂąmara dos Deputados vote o projeto de lei que cria um regime especĂ­fico para punir o devedor contumaz, contribuinte que sonega impostos de forma deliberada e recorrente. Haddad pede que CĂąmara aprove projeto sobre devedor contumazHaddad pede que CĂąmara aprove projeto sobre devedor contumaz

Segundo o ministro, a proposta, que tramita hĂĄ oito anos no Congresso, Ă© uma ferramenta decisiva para asfixiar financeiramente o crime organizado, ao atingir mecanismos de lavagem de dinheiro operados por meio de empresas de fachada.

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O projeto foi aprovado por unanimidade no Senado em setembro e aguarda a análise final dos deputados. Haddad afirmou que tem conversado com o presidente da Cñmara, Hugo Motta, para tentar acelerar a votação. “Já está na hora, já passou da hora”, declarou.

As afirmaçÔes foram feitas durante evento do Ministério da Educação realizado no Centro Internacional de ConvençÔes do Brasil (CICB), em Brasília. Na ocasião, o ministro recebeu a Ordem Nacional do Mérito Educativo em cerimÎnia com a presença do presidente Luiz Inåcio Lula da Silva.

Segurança pĂșblica

Haddad enfatizou que a proposta do devedor contumaz nĂŁo se limita a questĂ”es fiscais. Para ele, a medida tem impacto direto na segurança pĂșblica, porque enfraquece a estrutura financeira que sustenta atividades criminosas.

“Todo criminoso precisa lavar o dinheiro do crime e usa expedientes formais, abre empresa, fecha empresa. A lei do devedor contumaz inibe essa prática e evita que o criminoso lave o dinheiro e irrigue o crime organizado novamente”, disse. 

Segundo o ministro, a proposta “asfixia o crime e dificulta a vida do criminoso para que ele não faça o dinheiro rodar na atividade criminosa”.

Operação Carbono Oculto

No início de setembro, o Senado aprovou a proposta sobre o devedor contumaz. A aprovação na Casa foi impulsionada pela Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal no fim de agosto e que desarticulou esquemas de lavagem de dinheiro do crime organizado que utilizavam fintechs e distribuidoras de combustíveis.

Haddad disse esperar que a Cñmara não dependa de um novo episódio dessa gravidade para votar o texto. “O Senado, depois da Operação Carbono Oculto, votou por unanimidade. Espero que não seja preciso outro evento desse tamanho para a Cñmara se sensibilizar”, afirmou.

Outras propostas

Haddad tambĂ©m citou outras pautas do Executivo na ĂĄrea de segurança que estĂŁo no Congresso, como a Proposta de Emenda Ă  Constituição (PEC) da Segurança PĂșblica e o Projeto de Lei (PL) Antifacção, cuja relatoria estĂĄ com o deputado Guilherme Derrite (PL-SP). Segundo o ministro, versĂ”es preliminares do relatĂłrio tĂȘm gerado preocupação no governo.

A aprovação do projeto do devedor contumaz também é tratada como prioridade pela ministra de RelaçÔes Institucionais, Gleisi Hoffmann, responsåvel pela articulação política do governo.

Ao ser questionado por jornalistas sobre assuntos como a situação dos Correios e a sanção do projeto de isenção do Imposto de Renda, o ministro evitou responder. O foco de sua fala, afirmou, era a necessidade de votar o projeto que endurece as regras contra o devedor contumaz.

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