Um vídeo que circula nas redes sociais neste início de semana mostra o momento em que um homem agride uma colega de trabalho dentro de uma empresa, em mais um episódio de violência contra a mulher. As imagens revelam o agressor tentando atingir o rosto da vítima, que permanece sentada e aparenta estar em choque após a investida.
O caso gerou forte repercussão online. Centenas de internautas demonstraram indignação com a cena, enquanto outros comentários — especialmente de homens — tentaram justificar a reação do agressor. “Sociedade está em caos absoluto. Governo tem que dar bolsa terapia urgente”, escreveu uma usuária, resumindo o sentimento de revolta generalizado.
Vídeo mostra homem agredindo colega dentro da empresa; caso reacende debate sobre violência de gênero e segurança no ambiente de trabalho/Foto: Reprodução
Nos comentários, muitas pessoas também destacaram que atitudes assim deveriam impedir contratações futuras e lembraram que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconhece a possibilidade de exigir certidão negativa de antecedentes criminais em funções que exigem confiança especial, como no cuidado de menores, idosos, manuseio de armas ou substâncias tóxicas e acesso a informações sigilosas.
A decisão do TST estabelece ainda que, fora dessas situações, a exigência da certidão caracteriza dano moral presumido. O julgamento que definiu o entendimento teve como base o processo IRR-243000-58.2013.5.13.0023, movido por um ex-operador contra a empresa Alpargatas, e deve ter seus efeitos modulados na próxima sessão da SDI-1.
Enquanto isso, cresce a pressão nas redes para que o agressor responda criminalmente e seja afastado do trabalho. Comentários como “ele precisa ser responsabilizado” e “ela ficou calma porque estava com medo do pior” refletem o tom de comoção e de pedido por justiça.
Veja o vídeo:
