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Homem tem braço quebrado após furtar três pacotes de carne em supermercado; Veja vídeo

Por Redação ContilNet

Um homem acusado de tentar furtar três pacotes de carne em um supermercado da Trindade, em Florianópolis, tornou-se peça central de uma investigação que agora mira a conduta dos seguranças do estabelecimento. As suspeitas de agressão ganharam força após ele relatar ter sido torturado dentro de uma sala reservada e após imagens internas, divulgadas pela Polícia Civil, reforçarem partes do seu depoimento.

Suspeito foi imobilizado por funcionários após tentar sair do estabelecimento levando a mercadoria sem pagar/Foto: Reprodução

A tentativa de furto ocorreu na manhã de domingo. Segundo a investigação, o suspeito foi flagrado pelos seguranças ainda no setor de carnes e levado para uma área interna, longe do público. É nesse espaço que teriam ocorrido os espancamentos. As imagens entregues pela PCSC mostram movimentação dentro da sala no período em que ele permaneceu detido pelos funcionários.

A Polícia Militar só foi acionada depois. Os registros apontam que, por volta das 10h30, o homem acabou preso em flagrante. Porém, ao chegar à viatura, apresentava ferimentos visíveis e foi encaminhado a dois hospitais para exames antes de ser conduzido à delegacia. Já durante o interrogatório, afirmou que além dos socos e chutes, teve o braço quebrado pelos seguranças.

Na segunda-feira, ele foi colocado em prisão preventiva. Tanto diante da Juíza de Direito quanto diante do representante do Ministério Público, voltou a repetir que havia sido espancado e descreveu o que sofreu dentro da sala de vigilância. A partir desse depoimento, o promotor responsável solicitou acesso às imagens completas do circuito interno, abrindo uma nova linha de apuração. A Polícia Científica fará perícia na área onde teriam ocorrido as agressões.

A rede de supermercados também se manifestou. Em nota enviada ao portal ND Mais, a empresa disse que a equipe de segurança atuou conforme seus protocolos internos e que a abordagem foi motivada pela tentativa de furto. Alegou ainda que o suspeito teria ficado agressivo, exigindo medidas de contenção para evitar risco aos colaboradores e clientes. Reforçou que atua dentro dos limites legais e garante a integridade física de todos.

Com a divulgação das imagens feita pela Polícia Civil, o supermercado informou ter determinado a apuração imediata do episódio e afastou os profissionais envolvidos até que tudo seja esclarecido. Disse repudiar qualquer excesso e reafirmou compromisso com respeito, segurança e legalidade.

A Polícia Civil divide o caso em duas frentes. A primeira é a tentativa de furto, pela qual o homem continuará respondendo. A segunda é a apuração das suspeitas de tortura privada, que pode levar à responsabilização criminal dos seguranças caso fique comprovado que houve agressão além do necessário para conter o suspeito.

Jornal Razão

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