O Acre marcou presença na Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte (MG), não apenas com a qualidade de seus grãos, mas também com uma mensagem de compromisso com o meio ambiente e a sustentabilidade. Entre os representantes do estado, o indígena Sabá Haji Manchinery, de 55 anos, da aldeia Twatwa, localizada na Terra Indígena Mamoadate, no município de Assis Brasil, defendeu a importância da produção sustentável como caminho para o futuro do café amazônico.
Para ele, participar da SIC é mais do que mostrar um produto — é compartilhar um modo de vida baseado no equilíbrio entre a natureza e a economia | Foto: ContilNet
Sabá é um dos produtores que enfrentam longas distâncias e desafios logísticos para manter uma produção alinhada aos valores culturais e ambientais do seu povo. Para ele, participar da SIC é mais do que mostrar um produto — é compartilhar um modo de vida baseado no equilíbrio entre a natureza e a economia.
“Estamos vindo da aldeia Tuatua, na Terra Indígena Mamoadate, nas cabeceiras do rio Iaco. É uma região distante, de difícil acesso, mas estar aqui hoje é o início de um empreendimento que vai dar muito certo, combinando o cultural, o ambiental e, principalmente, a sustentabilidade do povo Manchinery”, afirmou.
O produtor explica que o trabalho desenvolvido na aldeia busca unir tradição e inovação, garantindo que o café indígena seja reconhecido não apenas pela qualidade, mas também pela forma como é cultivado — respeitando a floresta e as comunidades que dela vivem.
“A gente quer mostrar para o Acre, para a Amazônia, para o Brasil e quem sabe para o mundo que é possível uma ação vinculada ao meio ambiente, ao equilíbrio, mas principalmente à sustentabilidade e à manutenção das pessoas vivendo em seu território com dignidade”, completou.
