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Mãe se desespera e critica condenação de apenas 12 anos ao acusado de matar seu filho

Por Redação Contilnet

O caso que comoveu São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, chegou ao fim nesta sexta-feira (14) com a condenação de Erickson, acusado de matar Gabriel Wroski, de 24 anos, em outubro de 2024. O Tribunal do Júri fixou a pena em pouco mais de 12 anos de prisão, além de multa. O réu foi levado direto ao sistema prisional após o julgamento, mas a sentença gerou revolta e emoção entre os familiares da vítima.

Familiares protestam contra a sentença e afirmam que o crime merece punição mais severa/Foto: Reprodução

O crime

A investigação apontou que o assassinato foi motivado por ciúmes. Erickson, ex-namorado da atual companheira de Gabriel, não aceitava o término do relacionamento e passou a perseguir o casal.

Na noite de 25 de outubro de 2024, no bairro São Sebastião, Gabriel e a namorada perceberam que estavam sendo seguidos pelo ex-companheiro dela. Temendo um ataque, o jovem decidiu deixar a motocicleta na casa da namorada para evitar problemas. Pouco depois, Erickson chegou armado, efetuou vários disparos e atingiu Gabriel, que caiu no chão enquanto a moto foi incendiada.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o fogo e encontrou o rapaz baleado. Ele chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O autor fugiu, mas foi preso horas depois em um hotel na cidade de Maravilha, após operação das equipes do Tático, Canil e Rádio Patrulha da Polícia Militar.

O julgamento

Durante o julgamento, o juiz Márcio Cristófoli destacou que o crime foi resultado de uma decisão impulsiva e imatura, ligada a um conflito conjugal. Ao se dirigir ao condenado, o magistrado foi enfático:

“Sempre há caminhos… não precisa matar ninguém para resolver um problema. Tragédias como essa poderiam ser evitadas com diálogo, ajuda e equilíbrio.”

Cristófoli reforçou que decisões precipitadas destroem famílias e lamentou o sofrimento de todos os envolvidos:

“Não precisávamos estar aqui… que bobagem tudo isso. O Tribunal do Júri é um tribunal de tristezas, porque nenhuma sentença é capaz de devolver o que foi tirado.”

Dor e revolta

Do lado de fora do Fórum, familiares e amigos de Gabriel acompanharam todo o julgamento usando camisetas personalizadas com a foto do jovem e segurando cartazes com frases pedindo justiça.

Ao final, a mãe de Gabriel, muito emocionada, chorou e expressou sua indignação com a pena imposta:

“Não é justo com o meu filho. A pena é muito baixa pelo que ele fez. Então quer dizer que dá pra sair matando? É isso? A vida dele valia muito mais do que isso.”

Segundo os familiares, a condenação ficou muito abaixo do esperado, e a dor pela perda de Gabriel não foi amenizada pela decisão. Eles afirmam que continuarão buscando o que consideram uma pena justa e exemplar.

Após o veredito

O réu foi encaminhado diretamente ao sistema prisional, onde cumprirá a pena em regime fechado. A defesa ainda pode recorrer da decisão.

A mãe e os amigos de Gabriel prometeram seguir cobrando justiça, destacando que o jovem era muito querido na comunidade e que a tragédia deixou um vazio irreparável.

“Meu filho não volta mais, mas eu não vou parar de buscar justiça”, afirmou a mãe, ao deixar o Fórum.

Jornal Razão

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