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Morador de casa que explodiu em SP era baloeiro e guardava fogos de artifício, diz polícia

Por CBN

A polícia de São Paulo acredita que a pessoa que morreu na explosão que aconteceu na noite de ontem na Zona Leste da capital era o morador da casa suspeita de ser um depósito de fogos de artifício.

Escombros da casa onde ocorreu a explosão na Zona Leste de São Paulo/Foto: Karen Lemos / CBN

Adir de Oliveira Mariano, de 46 anos, está desaparecido desde ontem e seria o suspeito de armazenar ilegalmente artefatos explosivos no interior do imóvel. O envolvimento com o crime organizado foi descartado.

A explosão aconteceu na Rua Francisco Bueno, paralela à Salim Farah Maluf, uma das principais avenidas da Zona Leste de São Paulo. Dez pessoas ficaram feridas.

O delegado Filipe Soares, da Central Especializada em Repressão ao Crime Organizado, confirmou a principal linha de investigação: o homem que estava na casa era de fato um baloeiro e já tinha passagem pela polícia por crime ambiental em 2011 e 2012 — justamente por soltar balões:

“A informação que nós levantamos até o momento é que ele estava no local há aproximadamente 40 dias. Era novo na vizinhança. Ele já tem passagem pela polícia no ano de 2011 e 2012 por soltar balões. Estava respondendo o processo e um deles já foi absolvido, então já tem o histórico.”

Adir havia se mudado junto da esposa para o imóvel alugado, que está no nome do irmão dele, Alessandro. E não despertava curiosidade dos vizinhos.

Na verdade, muito menos que isso. Em um dia inteiro ouvindo moradores rua, a impressão era de uma casa vazia — como se Adir não morasse lá e o local não passasse de um depósito.

É o que relata a biomédica Vitória Lopes:

“Eu moro aqui há uns dois anos e ele mudou faz pouco tempo, tanto que a gente nem percebeu a mudança. Às vezes ele estacionava o carro na frente de casa e levava algumas coisas, mas não dava pra ver exatamente o que era, eram só caixas normais. Não sei se era só um depósito pra trabalhar. Sempre sozinho, ele não vinha nem acompanhado no carro com outras pessoas. Não conversava com ninguém.”

A mulher de Adir, que estava passeando quando a explosão ocorreu, também foi ouvida e disse que não sabia da existência do depósito nos fundos da casa. O celular dela foi apreendido e a perícia aguarda liberação da justiça para acessar as mensagens.

Os investigadores ainda tentam descobrir qual foi o gatilho da explosão, mas encaram a resolução como improvável — visto a destruição causada.

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