MĂșcio se manifesta sobre fim do julgamento de Bolsonaro e generais

Por MetrĂłpoles 25/11/2025

O ministro da Defesa JosĂ© MĂșcio Monteiro comentou, nesta terça-feira (25/11), o fim do processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros rĂ©us do nĂșcleo 1 da trama golpista. Segundo ele, o paĂ­s vive o encerramento de um “ciclo doloroso”, marcado pela responsabilização dos envolvidos, incluindo militares, sem abalos Ă s instituiçÔes.

“NĂłs esperĂĄvamos [as prisĂ”es]. EstĂĄ se encerrando um ciclo onde os CPFs estĂŁo sendo responsabilizados e punidos. E, para a felicidade do paĂ­s, as instituiçÔes estĂŁo sendo preservadas. Democracia preservada, Forças Armadas preservadas”, afirmou.

MĂșcio disse considerar o processo “doloroso”, mas inevitĂĄvel: “Teve começo, teve meio – o meio foi desagradĂĄvel – e nĂłs estamos agora administrando o fim do processo”.

O ministro ressaltou que, ao longo das investigaçÔes e das condenaçÔes, nĂŁo houve manifestaçÔes de descontentamento da cĂșpula militar.

“VocĂȘs nĂŁo viram durante esse perĂ­odo — e atĂ© eu, nĂłs somos velhos daqui — nĂŁo ter saĂ­do uma nota de indignação. NĂŁo saiu nem das instituiçÔes, nem das pessoas fĂ­sicas. EntĂŁo eu sĂł tenho que agradecer. Estou feliz porque o ciclo estĂĄ se encerrando. A gente precisa virar essa pĂĄgina, olhar para frente.”

Ele reconheceu que houve “constrangimentos e indignaçÔes” internas, mas disse que todas as Forças “cumpriram o seu papel”.

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Condenação inédita de general quatro estrelas

Questionado sobre a determinação do STF para que militares condenados cumpram pena em estabelecimentos das Forças Armadas, o que, pela primeira vez, alcançarĂĄ generais de quatro estrelas, MĂșcio evitou comentar.

“NĂŁo posso dar minha opiniĂŁo, atĂ© porque estaria me intrometendo numa instĂąncia da Justiça Militar”, afirmou. “NĂŁo deve ser confortĂĄvel para mim, mas eles vĂŁo cumprir o seu papel. Todos tĂȘm que exercer o seu papel com responsabilidade. Muitas vezes a gente faz o que nĂŁo desejava fazer, mas faz o que tem que fazer”.

O ministro disse, ainda, que o governo sempre colocou as dependĂȘncias das trĂȘs Forças Ă  disposição do JudiciĂĄrio para definir onde os militares condenados cumpririam pena. “DecisĂŁo da Justiça a gente pode gostar, pode nĂŁo gostar, mas tem que aprender a acatar”, afirmou.

MĂșcio informou que ainda nĂŁo falou com o presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva (PT) apĂłs a decisĂŁo do STF e que seguia, apĂłs ser informado do encerramento do processo, ao MinistĂ©rio da Defesa.

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