ContilNet Notícias

“Need for Speed”: polícia mira rachas e ostentação de carrões nas ruas

Por

“need-for-speed”:-policia-mira-rachas-e-ostentacao-de-carroes-nas-ruas

“Need for Speed”: polícia mira rachas e ostentação de carrões nas ruas

A madrugada deixou de ser silenciosa há muito tempo na zona Leste de Teresina. Entre aceleradas, motores preparados e celulares ligados para gravar tudo, a Avenida Raul Lopes se transformou, noite após noite, em uma pista clandestina de velocidade.



Foi desse cenário que nasceu a Need for Speed, operação deflagrada nesta quinta-feira (27/11) pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí para frear uma engrenagem crescente de rachas, manobras perigosas e ostentação de velocidade em plena via urbana.

A ação mobilizou equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Força Integrada de Segurança e órgãos de trânsito.

Ao todo, 29 endereços em Teresina e Timon, no Maranhão, foram alvo de buscas. Vinte e seis investigados, já monitorados pelas autoridades, são apontados como responsáveis por criar, divulgar e participar de competições ilegais que bloqueavam vias, colocavam moradores em risco e alimentavam um ciclo de exibição nas redes sociais.

Rachas

Segundo as investigações, os encontros eram marcados por grupos que utilizavam carros de alto desempenho e motocicletas adaptadas, muitas vezes sem placa.

Vídeos analisados pela polícia mostram manobras em alta velocidade, ultrapassagens perigosas, disputas lado a lado e corridas improvisadas que reuniam dezenas de pessoas na calçada.

Como resposta, a Justiça determinou uma série de medidas restritivas como a suspensão da permissão para dirigir ou da Carteira Nacional de Habilitação por seis meses, recolhimento domiciliar à noite e nos fins de semana, proibição de frequentar bares e casas noturnas, locais tradicionalmente usados para organizar os rachas.

As autoridades também obrigaram os investigados a retirar, em até 24 horas, qualquer publicação nas redes sociais que faça apologia às corridas ilegais ou às manobras arriscadas. Em alguns casos, o uso de tornozeleira eletrônica também foi imposto.

O superintendente de Operações Integradas, delegado Matheus Zanatta, resume o impacto da operação. “Essas práticas ilegais representam risco grave não apenas para os participantes, mas para toda a população. A avenida não é pista de corrida, e nossas ruas não podem ser tratadas como autódromo”, afirmou.

Para a SSP-PI, a operação integra o Pacto pela Ordem e reforça a estratégia de vigilância e repressão permanente às condutas que ameaçam a segurança viária. O descumprimento das medidas judiciais pode levar à prisão preventiva dos envolvidos.

Sair da versão mobile