A elite econômica brasileira, formada pelos 0,1% mais ricos do país — cerca de 165 mil pessoas —, também tem presença no Acre. De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseado em dados do Imposto de Renda da Receita Federal, o estado registra 0,18% da população dentro dessa faixa, com renda mínima mensal estimada em R$ 210 mil para fazer parte do grupo.
O valor está abaixo da média nacional, que é de R$ 516 mil por mês, mas reflete o topo da pirâmide de renda acreana. Esses números mostram as desigualdades regionais e a forte concentração de riqueza, mesmo em estados com renda média mais baixa.
A presença de grandes produtores rurais, empresários e servidores de altos cargos públicos ajuda a compor o grupo mais abastado. Ainda assim, a elite econômica do estado está distante dos níveis observados nas capitais do Sudeste, onde o poder aquisitivo e o acúmulo de patrimônio são significativamente maiores.

Mapa mostra a distribuição dos 0,1% mais ricos do Brasil. No Acre, 0,18% da população tem renda mensal acima de R$ 210 mil, segundo dados do Ipea e da Receita Federal (2025)/Foto: Reprodução/Brasil em Mapas
Entre as regiões do país, o Centro-Oeste lidera em proporção de ultra-ricos, impulsionado pelo Mato Grosso, onde 0,30% da população faz parte do grupo com rendimentos mensais acima de R$ 300 mil. Já no Norte, onde está o Acre, os percentuais variam entre 0,16% e 0,20%. O estudo também evidencia que o limite de renda necessário para integrar o 0,1% mais rico varia conforme o custo de vida e o grau de concentração econômica local.
Nos estados com maior renda per capita, como Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, a renda mínima exigida ultrapassa R$ 600 mil mensais, enquanto nas regiões Norte e Nordeste, o valor é menor, mas ainda representa o topo dos rendimentos locais.
O levantamento indica que os ultra-ricos concentram cerca de 10,5% da renda total do país, reforçando a forte desigualdade brasileira.
O Acre, mesmo com um percentual modesto dentro do cenário nacional, segue o padrão de concentração observado em todo o Brasil: poucos indivíduos acumulam uma fatia expressiva da riqueza disponível.
