PF aponta ex-ministro de Bolsonaro como pilar institucional de desvios

Por AgĂȘncia Brasil 13/11/2025


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A PolĂ­cia Federal (PF) concluiu que o ex-ministro da PrevidĂȘncia Social JosĂ© Carlos Oliveira atuou como “pilar institucional” para o funcionamento do esquema de descontos nĂŁo autorizados nos benefĂ­cios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).PF aponta ex-ministro de Bolsonaro como pilar institucional de desviosPF aponta ex-ministro de Bolsonaro como pilar institucional de desvios

A conclusão estå no relatório de investigação que baseou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a deflagração da nova fase da Operação Sem Desconto, da PF.

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Na manhĂŁ desta quinta-feira (13), Oliveira foi um dos alvos da PF e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrĂŽnica.

Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Oliveira foi presidente do INSS, diretor de benefĂ­cios do ĂłrgĂŁo e ministro da PrevidĂȘncia, pasta a qual o ĂłrgĂŁo estĂĄ subordinado.

De acordo com a investigação, Oliveira autorizou repasses ilegais e recebeu vantagens indevidas.  No relatório, ele também é citado pelo nome religioso de Ahmed Mohamad Oliveira. 

Após apreender uma planilha, os investigadores conseguiram identificar o recebimento de pelo menos R$ 100 mil de propina de empresas de fachada. Segundo a PF, ele foi citado pelos codinomes  “São Paulo e Yasser”. 

Além disso, a PF apontou que, em junho de 2021, na condição diretor de benefícios, Oliveira assinou a liberação de R$ 15,3 milhÔes para a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) sem a devida comprovação das filiaçÔes de aposentados à entidade.

A liberação incluiu cerca de 30 listas fraudulentas, que permitiram descontos em 650 mil benefícios.

“Essa liberação foi feita em desacordo com o regulamento interno e sem exigir documentos comprobatórios, o que possibilitou que a Conafer retomasse e ampliasse a fraude de descontos”, diz a decisão de Mendonça.

Ministro

A PF tambĂ©m apontou que hĂĄ indĂ­cios de que o esquema continuou durante o perĂ­odo em que Oliveira assumiu o cargo de ministro da PrevidĂȘncia Social.

“VĂĄrias das mensagens interceptadas pela PF geram fortes indĂ­cios de que o esquema criminoso envolvendo o investigado JosĂ© Carlos Oliveira estava em pleno funcionamento tambĂ©m no perĂ­odo em que ele era ministro de Estado do Trabalho e PrevidĂȘncia Social do Brasil”. 

Como exemplo, a PF cita podemos citar mensagens de whatsapp e indĂ­cios de que valores obtidos ilicitamente foram repassados a Oliveira quando ele era ministro de Estado.

Outro lado 

A AgĂȘncia Brasil nĂŁo conseguiu localizar a defesa do ex-ministro. O espaço estĂĄ aberto para manifestação. 

Em nota, a Conafer disse que estĂĄ disposta a cooperar com as autoridades para elucidação dos fatos e defendeu a presunção de inocĂȘncia de integrantes da confederação, que tambĂ©m foram alvo da nova fase da operação.

“NĂłs reafirmamos, com veemĂȘncia, o princĂ­pio basilar do Estado de Direito: a presunção de inocĂȘncia. Todos os citados nela tĂȘm o direito processual e moral de ter sua defesa assegurada e sua honra preservada enquanto nĂŁo houver decisĂŁo judicial condenatĂłria definitiva. A Conafer confia nas instituiçÔes e, ao mesmo tempo, exige que sejam respeitados os direitos fundamentais dos investigados”, declarou a entidade. 

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