O PIX, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, completa cinco anos neste domingo (16). Com cerca de 890 milhões de chaves cadastradas, ele já faz parte da rotina de mais de 170 milhões de brasileiros.
De acordo com o BC, 70% da população afirma usar pouco ou ter abandonado o dinheiro em espécie. Nos últimos cinco anos, o número de saques em caixas eletrônicos, bancos e lotéricas caiu cerca de 40%. Considerando o valor total sacado, ajustado pela inflação, a redução chega a 46%.

Pix/Foto: Agência O Globo
Ângelo Duarte, chefe de gabinete da Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, explica que o dinheiro físico não desapareceu, mas ficou “mais parado” na economia.
“O que a gente percebe que ocorre é que a quantidade de dinheiro em circulação, ela não diminuiu na mesma magnitude. Ela diminuiu, sim, mas não na mesma magnitude, porque as pessoas continuam guardando ali um pouco de dinheiro na carteira, em casa, os comércios também mantêm um pouco. Mas esse dinheiro circula hoje de uma forma muito mais lenta. E aí, o número de saques é que capta esse tipo de fenômeno.”
Entre os vendedores autônomos, aproximadamente metade das transações já é realizada via PIX. E a explicação é simples: as taxas são muito mais baixas do que as aplicadas em pagamentos com cartão.
Em lojas de conveniência, a participação cai para 30%, e nos restaurantes, apenas 10% dos pagamentos são feitos por esse sistema.
O Banco Central espera que o PIX siga crescendo, impulsionado por projetos que devem integrar o sistema de pagamentos de maneira ainda mais ampla. Apenas no segundo trimestre de 2025, o BC registrou 19,3 bilhões de transações do tipo.
