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Por que Tremembé é chamado de “presídio dos famosos”? Entenda a história

Por Redação

O Complexo Penitenciário de Tremembé, localizado no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, ganhou o apelido de “presídio dos famosos” por abrigar criminosos envolvidos em casos que chocaram o país e tiveram grande repercussão na mídia. A unidade recebe presos que, em outras penitenciárias, poderiam ser alvo de violência por conta da notoriedade dos crimes que cometeram.

Entre os detentos mais conhecidos estão Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga, os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni — todos condenados por crimes de grande impacto nacional.

A popularidade do presídio voltou aos holofotes com o lançamento da série “Tremembé”, do Prime Video, que retrata a convivência desses nomes e mistura fatos reais com elementos ficcionais.

José Patrício/ Estadāo Conteúdo

Quem cumpre pena atualmente em Tremembé

Além dos personagens retratados na série, outros nomes de peso estão ou já estiveram na unidade, como o ex-jogador Robinho, o empresário Thiago Brennand, o ex-policial Ronnie Lessa (acusado de matar Marielle Franco) e Fernando Sastre, condenado por homicídio. Também cumprem pena Lindemberg Alves — responsável pela morte de Eloá Pimentel — e o ex-médico Roger Abdelmassih.

Tremembé pode deixar de ser o “presídio dos famosos”

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) comunicou que Tremembé deve deixar de concentrar detentos famosos. O plano do governo paulista é redistribuir os presos para outras unidades, reduzindo a visibilidade e o estigma da penitenciária.

Fontes do sistema penitenciário afirmam que parte desses detentos poderá ser transferida para a Penitenciária de Potim, a cerca de 43 km de Tremembé.

“Estão esvaziando Potim e mandando presos para várias unidades. Tudo indica que alguns irão para lá”, revelou uma fonte ao Metrópoles.

Em nota, o TJSP esclareceu que a SAP tem autonomia para realizar transferências entre unidades prisionais, sem necessidade de autorização judicial. Já a secretaria informou que as movimentações ocorrem de acordo com protocolos internos de segurança e planejamento, sem detalhamento público.

Fonte: Metrópoles / Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) / Secretaria da Administração Penitenciária (SAP)
✍️ Redigido por ContilNet

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