O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, revelou ao Acorda Metrópoles que a primeira edição do programa Governo na Rua será realizado em uma cidade do Distrito Federal. Em entrevista nessa quinta-feira (27/11), Boulos informou que o Sol Nascente será o primeiro local do país a receber o projeto.
“A primeira parada do Governo na Rua será agora em dezembro, no Sol Nascente, em Ceilândia, aqui no DF. Vamos levar todos os programas do governo federal, conversar com as pessoas e iniciar o orçamento participativo digital”, disse.
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Segundo o ministro, a intenção é aproximar as ações do governo federal da população. Boulos citou, por exemplo, a possibilidade de acessar o programa Reforma Brasil durante a visita do Governo na Rua.
“Quem é da comunidade Sol Nascente, umas das maiores do Brasil, vai poder fazer sua inscrição para obter, sendo aprovado, até R$ 30 mil para reformar a casa, fazer um puxadinho, fazer um banheiro ou até bater uma laje”, explicou.
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Brasília (DF), 27/11/2025
Guilherme Boulos é entrevistado no estudio do Metrópoles
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De acordo com o governo federal, o Governo na Rua vai “promover escuta ativa, diálogo social e divulgação direta das políticas públicas nos territórios, com a ideia de fortalecer a presença do Governo do Brasil junto à sociedade e ampliar o acesso das pessoas aos serviços e programas”.
Isenção do IR
Deputado federal pelo PSol-SP, Boulos se licenciou da Câmara dos Deputados e assumiu a Secretaria-Geral da Presidência da República no mês passado, com a missão de “colocar o governo na rua”.
Para o ministro, a medida de isentar quem ganha até R$ 5 mil do pagamento do Imposto de Renda, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quarta-feira (26/11), é “uma resposta para a desigualdade histórica do país”.
“Isso vai significar uma economia de R$ 4,5 mil no ano. É como se fosse um 14º salário. Isso é importantíssimo para o trabalhador brasileiro”, completou durante a entrevista.
Boulos ainda comentou a taxação dos super-ricos e definiu que a alíquota progressiva de até 10% para quem fatura R$ 100 mil ou mais por mês “é uma questão de justiça”.
