O procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Acre (MPAC), Danilo Lovisaro do Nascimento, foi convidado a participar das discussões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, em andamento no Senado Federal. A participação do chefe do MP acreano reforça o papel do estado nas investigações que buscam entender o avanço das facções pelo país.
O estado passou a ser incluído nas apurações da CPI após relatos de que grupos criminosos estariam utilizando rotas na fronteira para o tráfico de drogas e armas/Foto: Juan Diaz/ContilNet
O convite partiu do senador Márcio Bittar (PL-AC), que pretende ouvir autoridades que atuam diretamente no enfrentamento ao crime na região amazônica. Lovisaro, que também preside o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), deverá contribuir com análises e informações sobre as ações conjuntas que vêm sendo realizadas no Acre e em outros estados da Amazônia Ocidental.
O estado passou a ser incluído nas apurações da CPI após relatos de que grupos criminosos estariam utilizando rotas na fronteira para o tráfico de drogas e armas. A proposta é dar mais visibilidade aos desafios enfrentados por estados amazônicos, que convivem diariamente com os reflexos dessa criminalidade organizada.
Além do procurador-geral, também foram chamados para contribuir o secretário de Justiça e Segurança Pública, coronel José Américo Gaia; o ex-secretário da pasta, coronel Paulo Cézar dos Santos; o superintendente da Polícia Federal no Acre, Carlos Rocha Sanches; e o ex-integrante do Bope, Rodrigo Pimentel.
Instalada no início de novembro, a CPI tem prazo de 120 dias e vai ouvir, já no próximo dia 18, representantes estaduais e federais ligados à segurança pública.
