O café acreano continua conquistando espaço no cenário nacional e internacional. Quatro produtores do estado estão entre os finalistas que disputam o título de melhor café do Brasil na 13ª Semana Internacional do Café (SIC), que ocorre de 5 a 7 de novembro, em Belo Horizonte (MG).
ão eles: Wagner Álvares, Wanderlei de Lara e Felipe Caffer, de Acrelândia, e Luiz Ferreira, de Cruzeiro do Sul/Foto: Reprodução
Os representantes do Acre vêm de duas cidades diferentes e participam da categoria Coffee of the Year (COY), principal competição do evento. São eles: Wagner Álvares, Wanderlei de Lara e Felipe Caffer, de Acrelândia, e Luiz Ferreira, de Cruzeiro do Sul.
Criado em 2012, o Coffee of the Year tem como objetivo reunir os melhores cafés do país, reconhecer os grandes destaques do ano e valorizar novas origens que vêm transformando a produção nacional.
Ao premiar a qualidade e a diversidade do café brasileiro, o concurso incentiva o aprimoramento das lavouras, fortalece o posicionamento do Brasil no mercado global e conecta produtores a novas oportunidades de negócio.
O COY também se destacou por ser o primeiro a incluir as duas espécies cultivadas no país — arábica e canéfora (conilon/robusta) —, dando visibilidade à diversidade sensorial e às diferentes regiões produtoras. Aberto a participantes de todo o território nacional, o concurso é uma vitrine importante para produtores que buscam reconhecimento e expansão no mercado.
A competição ocorre em etapas. Na primeira fase, produtores de todas as regiões enviam amostras, que são torradas e avaliadas por profissionais licenciados Q-Graders e R-Graders do Coffee Quality Institute (CQI). A edição deste ano bateu recorde de inscrições, com 601 amostras, sendo 453 de arábica e 148 de canéfora.
O secretário de Agricultura do Estado, Luís Tchê, destacou que o avanço do Acre no setor é resultado do trabalho de apoio e fomento à cafeicultura desenvolvido pelo governo Gladson Cameli.
“Na SIC, os produtores ganham experiência, trocam informações com colegas de outras regiões, conversam com compradores e entendem como agregar valor aos seus produtos. Quanto mais os levamos para ver de perto, mais transformadora é a experiência. Tenho certeza de que isso muda a vida deles no campo”, afirmou Tchê.
Tema 2025: Café em Transformação
Sob o tema “Café em Transformação – Inovação, Sustentabilidade e Oferta do Mercado Global”, a edição de 2025 da Semana Internacional do Café convida o setor a refletir sobre os desafios e oportunidades que moldam o futuro da cafeicultura.
Com uma programação robusta e cuidadosamente curada, o evento oferece conteúdos de ponta e promove conexões entre todos os elos da cadeia produtiva — do produtor ao consumidor final. O tema ganha ainda mais relevância neste ano por dialogar diretamente com a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será sediada no Brasil, e por abordar os impactos do atual cenário geopolítico global sobre a produção, comercialização e consumo do café em escala planetária.
A SIC se consolida, assim, como um espaço estratégico de articulação e visibilidade para práticas sustentáveis, soluções tecnológicas e novos modelos de mercado, em sintonia com as transformações sociais, ambientais e econômicas que desafiam o setor.
Sobre a Semana Internacional do Café (SIC)
A Semana Internacional do Café (SIC) é uma das maiores feiras do mundo voltadas ao setor e reúne profissionais com o objetivo de conectar e gerar oportunidades para toda a cadeia produtiva do café brasileiro.
A Semana Internacional do Café (SIC) é uma das maiores feiras do mundo voltadas ao setor e reúne profissionais com o objetivo de conectar/Foto: Cedida
Principal ação de promoção do café nacional no Brasil e no exterior, a SIC oferece palestras, cursos, workshops, competições, provas de café, pesquisas e degustações orientadas. Estar na SIC é estar conectado ao que há de mais inovador no mercado e à troca de experiências entre líderes e gestores do setor.
Criada em 2013, em Belo Horizonte, a Semana Internacional do Café surgiu para celebrar os 50 anos da Organização Internacional do Café (OIC) e, desde então, se consolidou como o maior ponto de encontro do café brasileiro com o mundo.
