Uma trama bilionária envolvendo criptomoedas, golpes financeiros e investidores lesados está prestes a ter um novo capítulo no Reino Unido. A empresária chinesa Qian Zhimin, acusada de adquirir bitcoins avaliados em mais de R$ 30 bilhões com dinheiro desviado, deve receber sua sentença judicial ainda nesta semana. O caso se tornou símbolo de um dos maiores esquemas de fraude ligados ao mercado digital e chamou atenção das autoridades internacionais pela dimensão do prejuízo.

Qian Zhimin mulher acusada de desviar bilhões/ Foto: Reprodução
Segundo investigações britânicas, mais de 100 mil chineses colocaram seus recursos na empresa comandada por Qian, convencidos de que estavam investindo em projetos de tecnologia avançada e na mineração de criptomoedas. Na prática, conforme apontam os órgãos de investigação, o dinheiro nunca chegou aos empreendimentos prometidos. O valor teria sido redirecionado para aquisição de grandes quantidades de bitcoin, movimentadas e ocultadas pela acusada ao longo dos anos.
A operação que resultou na prisão de Qian também levou à apreensão de uma das maiores quantias em criptomoedas já registradas pela Justiça internacional, reforçando o tamanho do esquema e o impacto financeiro do golpe.
Enquanto o julgamento chega à reta final, vítimas espalhadas pela China aguardam notícias sobre o possível retorno dos valores desviados. Alguns investidores ouvidos pela BBC afirmaram que esperam recuperar ao menos uma parte do montante, caso as autoridades britânicas consigam converter a criptomoeda apreendida e redistribuí-la entre os prejudicados.
O caso reacende o alerta para golpes envolvendo o mercado digital e destaca a importância de regulamentação e fiscalização mais rígidas, especialmente em investimentos que prometem rentabilidade alta e rápida cenário que continua atraindo vítimas em diferentes países.
